SOCORRO MEUS ALUNOS SUMIRAM

SOCORRO ! MEUS ALUNOS SUMIRAM!




Socorro! Meus alunos sumiram!


Ray Johnston
Editora Betânea
(com adaptações)

PRIMEIRA PARTE



CINQUENTA MANEIRAS DE TORNAR A ESCOLA DOMINICAL MAIS VIBRANTE

1 - DE AOS SEUS ALUNOS CONTEUDO



Quatro elementos são essenciais para que as aulas de escola dominical funcionem: Conteúdo, Ação, Relacionamentos e Experiência. Juntos formam a sigla inglesa C.A.R.E., cuja pronuncia "quer", e significa amar, cuidar, ter interesse.
Tradicionalmente, as escolas dominicais têm se caracterizado por um só componente (conteúdo), e pouca coisa dos outros três. Isso já levou muitos adolescentes a achar essa escola no domingo um lugar chato, impessoal, onde eles recebem informações e quase nada mais. Mas se você bolar um programa contendo os quatro componentes da sigla, ira maximizar o que os garotos aprendem (e provavelmente eles vão gostar disso!)
O processo começa com conteúdo. Que assuntos você vai ensinar? Algumas vezes escolhemos um tópico apenas porque esta na revista que nossa igreja adota. Em outras, porque cremos que os alunos precisam saber determinada matéria, ou os pais pedem que ela seja dada. E possível também que tenhamos ido a um congresso ou seminário e ouvimos uma boa palestra de um especialista sobre o assunto. Seja qual for o caso, e muito importante pensar bastante nos assuntos que pretendemos abordar, em nosso tempo de aula.
A não ser que você de uma aula puramente recreativa (e não e errado fazer isso, de vez em quando), um bom conteúdo bíblico e necessário para que os alunos saibam em que crêem e por que crêem. Quer nosso plano seja dar a matéria numa só aula, ou numa serie de quatro, ou em um ano, comecemos perguntando: "Que conteúdo quero comunicar?"
Essa pergunta vai apontar-nos o alvo - aquilo que queremos que nossos alunos aprendam, sintam e façam quando terminamos a aula.
Uma vez identificados um ou mais tópicos, estamos preparados para o segundo passo: criar um plano de ação para comunicar o conteúdo.

2 - DE AÇAO À SUA TURMA



Quando penso nos vinte anos em que freqüentei escola dominical, um fato se destaca: não consigo me lembrar de uma palestra sequer. Mas me lembro muito bem do dia em que ficamos quase congelados, ao sairmos à rua para aprendermos a ter compaixão dos desabrigados. Também me recordo da ocasião em que a nossa classe se reuniu num sopão da cidade, e dos debates sobre a evolução e a criação. Outra coisa de que me recordo foi de quando estudamos o livro de Jonas dramatizando-o, e da sessão de perguntas e respostas sobre sexo, com um casal recem-casado que se sentia meio acanhado. Também me lembro de como a minha fé foi provada na primeira vez que dei uma aula.
Muitas aulas de escola dominical não funcionam porque passamos diretamente da escolha do assunto à apresentação da aula. Assim uma aula que poderia ser uma experiência de aprendizagem criativa, diversificada, cheia de ação, torna-se um monologo entediaste.
Pense como foi seu próprio desenvolvimento na fé. De que tipos de lições você se lembra? Quais as aulas que causaram mais impacto em sua vida? A maioria se recorda daquelas que exigiram nossa participação, onde tivemos de fazer alguma coisa.
Você pode adicionar ação à sua aula simplesmente diversificando sua maneira de comunicar. As lições ilustradas com objetos, situações simuladas, dramatizações, excursões, discussões, entrevistas, mesas redondas, debates, cadernos de atividades e jogos educativos interessam à turma e ampliam o volume de conteúdo retido.
Alem disso estaremos fazendo como Jesus. Se ele tivesse instruído seus discípulos da maneira como ensinamos as classes da escola dominical, ele os teria levado para dentro de uma sala, sentando-os em filas de cadeiras, colocando ali um flanelografo e dando uma hora de aula. Em vez disso, ele optou por ação. Saiu a campo. Esse e um modelo que vale a pensa seguir.

3 - PROVIDENCIE PARA QUE A TURMA GOZE DE BONS RELACIONAMENTOS



Um conhecido meu que é especialista em crescimento de igrejas tem uma teoria que ele chama de fator amizade. Sua tese e que as pessoas que visitam uma classe de escola dominical assumirão o compromisso de se tornarem alunos, se fizerem amizade dentro do grupo. Os que visitam e não fazem amizades com o passar do tempo desaparecem, por melhor que seja a programação.
Os jovens adoram a companhia uns dos outros. Em vinte anos de trabalho na direção de programa para jovens, ainda não encontrei um que me viesse procurar com o formulário do acampamento ou do congresso para perguntar:
"Ray, qual vai ser o assunto da sua palestra?"
O que eles perguntam (e o que determina se eles vão ou não participar) e:
"Quem mais vai?"
Eles querem ir aonde os amigos vão e onde podem fazer amizades.
A escola dominical oferece grandes oportunidades para o desenvolvimento de relacionamentos. Você pode iniciar (ou encerrar) cada aula separando dez minutos para cumprimentos ou bate-papos. Assim terá tempo de programar uma variedade de atividades divertidas que servirão para unir ao grupo. Pode criar, por exemplo, um comitê de boas-vindas e/ou de acompanhamento, encarregado de escrever bilhetinhos de agradecimento aos visitantes, e também ligar para os que faltaram no domingo. A classe pode comemorar os aniversários e outros eventos.

Ajudar os alunos a formar elos uns com os outros fará com que experimentem o que Jesus quis dizer quando ordenou: "que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei". (Jo 15.12)
4 - PROPORCIONE EXPERIÊNCIA A SUA TURMA
Um amigo me contou algo que lhe aconteceu recentemente quando, pela primeira vez, deixou seu filho encher o tanque no posto self-service. Ele pôs o revolver da bomba na mão do menino e entrou no posto para efetuar o pagamento. Quando voltou, o garoto estava esguichando gasolina no carro todo, ao invés de encher o tanque. (Felizmente, não pegou em ninguém!) Ri com ele sobre a sua experiência (enquanto procurávamos telefones de oficinas), e logo me dei conta de como isso se aplica ao ensino na escola dominical.

Jogar gasolina no carro pode dar certo se a intenção e incendiá-la, mas não o ajudara a ir a parte alguma. O mesmo pode dizer-se da escola dominical. Nosso alvo e ajudar os alunos a introduzir a verdade no coração.

Comecemos pensando em que o conteúdo pode ajudá-los especificamente. Façamos perguntas, como:

"O que quero que meus alunos saibam, sintam e façam?"

"Como esses jovens podem experimentar essas verdades no seu dia-a-dia?"

Em segundo lugar, demos aos alunos a oportunidade de aplicar o que estão aprendendo. Dentro do período de aula, temos de dar tempo para perguntas sobre a aplicação da lição, como por exemplo:

"O que seria diferente em sua vida se você pusesse em pratica essa verdade em casa? Na escola? Com seus amigos? No grupo de jovens?"

A coisa mais importante que devemos ter em mente, com respeito ao ensino da verdade, não e o que os jovens aprendem, mas como a vida deles poderá ser diferente por causa daquilo que aprendem.

5 - PODEM NAO LHE DAR PRESENTES, MAS PRECISAM DE VOCE



Os evangelistas Tony Campolo e Gordon Aeschliman falam de como muitos paises que passaram por todo o processo de evangelização e abraçaram o evangelho, depois vieram a abandonar a fé crista. Isso também tem acontecido nos Estados Unidos, nos dias de hoje, e tem desanimado aqueles que tentam incutir convicções e caráter cristão nos jovens.

Estamos instruindo uma geração que pode estar mais necessitada da verdade espiritual do que qualquer outra anterior. Da próxima vez que formos tentados a largar tudo, lembremos dos resultados de pesquisa bastante recente, que revelou o seguinte:

 82% das pessoas disseram que a idéia de que "Deus ajuda quem cedo madruga" (isto e, quem salva a pessoa e ela mesma, pelo esforço), foi tirada diretamente da Bíblia.

 66% disseram que não existe verdade absoluta, "tudo e relativo".

 63% foram incapazes de nomear os quatro evangelhos.

 58% não souberam citar nem a metade dos Dez Mandamentos

 58% não sabiam que foi Jesus quem pregou o Sermão do Monte.

a falta de informações convincentes sobre a fé pode levar os adolescentes de hoje a concluir que e impossível sustentar uma fé crista genuína. Ou então, mais provavelmente, nem vão pensar nisso. Quando aceitamos a missão de ensinar na escola dominical, normalmente recebemos um grupo que se acha na fase da vida em que são mais sensíveis à mensagem de Cristo. Nossa grande oportunidade esta exatamente quando eles vêm ´´a igreja. Possa ate não nos trazer presentes, mas um dia ouviremos as palavras: "Bem feito, servo bom e fiel".

6 - RESPONDA ÀS PERGUNTAS DOS SEUS ALUNOS
Geralmente o que e importante e o que e lembrado caminham de mãos dadas. Decorar os livros do Novo Testamento não vai prender o interesse de uma criança de 8 ou 9 anos cujos pais estão se separando. Dificilmente um estudo da vida de Ezequias vai atrair o estudante de 13 para 14 anos que esta lutando para fazer amigos. A historia da Igreja não desperta o rapazinho do segundo colegial que acaba de descobrir que seu melhor amigo possui uma arma guardada junto com seu material escolar.

Ao abordarmos os assuntos difíceis, os problemas pelos quais nossos alunos estão passando, nos os ajudamos a entender a importância e a realidade de sua fé. Não tenhamos medo de encarar as duvidas e os problemas que eles possam estar enfrentando. Os alunos mais novos talvez perguntem:

 Que devo fazer quando ninguém gosta de mim?

 Como devi agir com o valentão da escola que quer bater em todo o mundo?

 Que faço acerca de minhas duvidas sobre ser crente?

 Como posso melhorar minha aparência?

 Como devo reagir diante da separação de meus pais?

 Como vou melhorar as minhas notas?

 Por que não consigo me dar bem com meus pais?

Os adolescentes, por sua vez, podem estar lutando com questões como:

 Por que devo evitar sexo antes do casamento?

 Como Deus pode ser justo e permitir que gente inocente morra?

 E a AIDS, como fica?

 Que ha de errado em tomar bebida alcoólica?

 Por que não devo colar para melhorar minhas notas na escola?

São perguntas para as quais os garotos buscam respostas. E, para alguns deles, saber as respostas e, literalmente, uma questão de sobrevivência.

Aviso: Quando os assuntos são polêmicos, ou "quentes", temos de verificar a posição dos pais em relação a eles, antes de apresenta-los aos alunos. Se você esta planejando uma serie de três aulas sobre sexo, talvez seja bom ter uma reunião com os pais antes (ou mandar-lhes uma carta), propondo uma lista de pontos que planeja abordar. Agindo assim, poderá estar salvando uma vida - a sua!

7 - MANTENHA A CURIOSIDADE DA TURMA AGUÇADA

E domingo de manha em Miami e faz muito calor! Numa sala abafada, com uma voz monótona, o professor começa a ler Marcos 2. E a passagem que fala dos quatro homens que fizeram uma abertura no telhado de uma casa para descer um amigo paralítico na frente de Jesus.

Os alunos estão parados, curtindo um tédio total... ate que ouvem passos no telhado. Em seguida, ouvem o barulho de uma serra elétrica sendo ligada, e o rumor ensurdecedor da serra abrindo um buraco no telhado d sala. Começam a sair os cacos. Os meninos se agitam e o pó se levanta, enquanto quatro homens abrem o telhado com a serra. Depois, e a vez deles. Descem um dos colegas na frente do professor, que sorri e diz: "Filho, os teus pecados estão perdoados. Levanta-te, toma o teu leito e anda". E assim o professor consegue que sua classe acorde a fique atenta!

(Observação: A sala, neste caso, estava para ser reformada. Não tente fazer isso na sua igreja, antes de conversar com o pastor!)

Um dos motivos de os alunos, nesta faixa etária, estarem tão saturados com a escola dominical e que a aula e previsível demais. Eles sempre vão ´´a mesma sala, sentam-se nas mesmas cadeiras, usam a mesma revista, ouvem as mesmas historias, e olham para as mesmas paredes, ´´as vezes com o mesmo mapa da Palestina ou o mesmo versículo em um cartaz.

Quando quebrarmos a rotina e fizermos com que eles perguntem: "Que será que vai acontecer por lá hoje?", teremos uma classe de gente alerta, cheia de expectativas. Da próxima vez que você vir a classe parada, entediada, tente fazer algo inesperado. Combine com algumas pessoas para aparecerem na classe vestidas a caráter., representando os personagens bíblicos da lição.

Seus alunos vão vibrar com as surpresas e, como o professor da Florida que quebrou o telhado da sala, você vai provocar lembranças que durarão muito tempo.

8 - CUIDADO: VOCE PODERA GOSTAR MUITO DESSA TURMA

Cris era o tipo do menino de escola dominical que, só por estar na classe, já desgastava minha capacidade de ensinar e minha paciência. Não se interessava por nada que quiséssemos apresentar. Falava o tempo todo, e nada do que dizia era para ajudar. Ele era um constante fator de distração para os outros alunos. Tinha ganhado o apelido de "Papa-inseto", por causa do habito de engolir qualquer inseto que os colegas passassem para ele. Minha vontade era que ele fosse comandado por controle remoto, para eu ter o prazer de "desliga-lo".

Semanas depois do inicio das aulas, quando ele já vinha comparecendo regularmente, seus pais, que iriam ficar fora uma semana (será que era por que não aguentavam mais?), sem mais nem menos, pediram que eu ficasse com o Cris durante o fim de semana. Concordei, porque não tinha saída. E foi com a imagem de um par de algemas na mente que recebi o "Papa-inseto", que se instalou em minha casa.

Mas tive uma tremenda surpresa! Tivemos um tempo maravilhoso! Por trás daquela fachada de insegurança, descobri um garoto que era muito boa companhia. Jogamos bola, fizemos lanches (sem insetos), assistimos a fitas, nos divertimos a valer! Por ele gostar de conversar (o que na aula me aborrecia), era ótima companhia para um papo. Na metade daquele fim de semana me surpreendi quando percebi que gostava da companhia do Cris.

Faz tempo que sai daquela igreja, mas sempre que vou ´´aquela cidade faço questão de procura-lo. Fique de olho nos jovens de sua classe, pois você poderá conquistar boas amizades, para a vida inteira.

9 -SE TIVER DUVIDA, DIGA: "NAO SEI."
´´A medida que meus filhos estão crescendo, suas perguntas ficam cada vez mais interessantes:

"A que distancia do teto a mosca se vira para pousar nele?"

"Quantos anos Deus tem?"

"Que ha do outro lado do céu?"

Quando você aceitar o cargo de professor na escola dominical, e bom ir se acostumando com o fato de que vai ouvir muitas perguntas a que não poderá responder. Meu filho de seis anos me perguntou por que Deus colocou o nariz - uma coisa comprida, e que ´´as vezes escorre - de cabeça para baixo e logo acima da boca. Ha coisas para as quais não temos mesmo nenhuma resposta adequada.

Nessas horas, o melhor a fazer e ser sincero, e dizer:

"Não sei".

Admitir que não sabemos tudo pode ser intelectualmente humilhante, mas e um presente muito legal para os seus alunos.

Quando dizemos "Não sei", estamos criando uma atmosfera de liberdade. Como os alunos compreendem que não são obrigados a saber tudo, sentem liberdade de perguntar o que quiserem, uma vez que você já os livrou do peso de aparentar que sabe tudo. Eles vão reconhecer também que não saber tudo faz parte da vida, e que podem perfeitamente viver para Cristo antes de obter as respostas de todas as perguntas.

Alem disso, eles vão ser forçados a pensar por si próprios e vão sair da sua classe com uma fé pessoal. Será que não foi por isso que Jesus, em tantas ocasiões, respondeu a uma pergunta fazendo outra?

A propósito, eu tenho, sim,. uma resposta para as perguntas sem respostas dos meus filhos. Simplesmente digo a eles que perguntem a seus professores da escola dominical!

10 - TENTE ALGO EXAGERADO



Certo dia, na hora do recolhimento da oferta numa igreja da minha região, três homens de roupa preta e encapuzados entraram de repente e avisaram:

"Não se mexam! Isso e um assalto."

Depois de exigir o dinheiro das pessoas que ali estavam paralisadas de susto, saíram, levando a filha adolescente do pastor como refém.

Depois que os ladrões saíram, o pastor explicou à congregação, que estava horrorizada, que fora tudo um arranjo dele para demonstrar como as pessoas que não dão o dizimo roubam a Deus. Disse que era igual ao roubo que acabavam de testemunhar.

Talvez o pastor dessa igreja tenha exagerado um pouco, pois pouco tempo depois teve de procurar outra igreja. Entretanto, sem duvida, ele conseguiu prender a atenção do povo.

Ensinar a Bíblia ´´a garotada e mante-la acordada e, igualmente, muito difícil. Um método de conseguir as duas coisas e tentar o exagero. Ha uns seis meses levei alguns de meus alunos para praticar jumping. Não só consegui a atenção deles, como foi uma ótima lição pratica sobre o salto da fé que precisamos dar!

Observação: Não se esqueça de pedir a permissão dos pais antes de partir para qualquer atividade muito fora do comum!

11 - A AULA DEVE SER DIVERTIDA

Certo dia um amigo meu assistiu a uma reunião de adolescentes que foi um verdadeiro desastre. O programa foi tão chato que quase precisaram ligar para o 192 (Pronto-Socorro) durante uma brincadeira de pegar maça com a boca, dentro de um tacho de água, porque dois dos meninos adormeceram e quase se afogaram. Mais tarde meu amigo soube que o conselho da igreja tinha estabelecido que o Catecismo de Heidelburg seria o tema dos estudos da escola dominical para a classe de adolescentes. Mais maçante, impossível! (Como diz meu amigo David: eu não estou inventando isso).

Se usamos jogos e brincadeiras para iniciar outros programas; por que não a escola dominical? Eles podem ser ate mais úteis na escola dominical, onde e provável que a maioria dos presentes esteja ali porque alguém os obrigou. Quando bem feito, um bom jogo ou brincadeira quebra-barreiras e traz sorrisos a rostos desinteressados.

Para muitos jovens a idéia de se divertir esta sempre ligada a fazer alguma coisa ilegal, prejudicial ou eletrônica. Um dos grandes presentes que podemos lhes oferecer e criar um ambiente em que aprendam a brincar, rir e divertir-se juntos. Esse tipo de ambiente atrai os adolescentes ´´a fé crista.

Por isso, não de atenção ´´aquela voz que aparece no fundo de sua mente, insistindo em que a escola dominical não deve ser divertida. Ela pode ser muito agradável sim!

12 - MELHORAR FAZ BEM

Certa vez, apos uma aula de escola dominical, uma menina de 13 para 14 anos (por que será que os adolescentes dessa idade são sempre tão sinceros?) chegou-se para mim, e disse:

"Ray, a aula foi ótima nos primeiros cinco minutos, mas depois ficou chata."

Assim que a excomunguei da minha classe (brincadeirinha), fiquei pensando no que dissera e percebi que eu havia contado todas as historias divertidas na introdução. Realmente, dei de tudo para atrair a atenção deles, mas não consegui mantê-la. A avaliação sincera daquela garota ajudou tanto meu modo de ensinar, que estou ate pensando em permitir que ela retorne às aulas.

O processo de avaliação nos capacita a descobrir ate onde estamos alcançando nossos objetivos de ensino, e onde e que podemos melhorar nossa abordagem e nossos métodos. De vez em quando costumo gravar minha aula, ouvindo mais tarde a fita. Isso sempre me deixa meio desconfortável, mas saio com uma nova percepção daquilo que preciso fazer para melhorar.

Regularmente também peço aos meus alunos e colegas que me avaliem. Dou-lhes o Formulário de Avaliação do Ensino (no final do livro), e mando que o preencham apos a aula. Depois peço que conversem comigo sobre ele. A avaliação em geral não e algo divertido, mas assim como um remédio, produz crescimento e resultados saudáveis.

13 - DEIXE OS ALUNOS ESCOLHEREM O CONTEUDO

Alguns anos atrás, fiquei frustrado com a total falta de interesse que meus alunos demonstravam em qualquer coisa que fizéssemos na escola dominical. Um dia, ao me queixar com um amigo empresário, com uma pergunta, ele foi direto à raiz do problema:

"Quem escolhe os tópicos ensinados nas aulas?"

Com muito jeito, ele fez-me ver que e natural as pessoas não demonstrarem interesse quando não se acham envolvidas no processo decisório.

Na semana seguinte, levei os alunos para minha casa e fiz uma pesquisa. Dei a cada um uma lista de assuntos, e deixei que escolhessem os três mais interessantes. Fiz uma lista dos assuntos selecionados e depois deixei a classe inteira votar neles. Os seis assuntos mais votados tornaram-se os tópicos dos seis domingos seguintes. Não houve milagres, mas foi surpreendente descobrir como melhorou o grau de interesse da classe durante esse período.

Geralmente os alunos se mostram desinteressados porque não puderam dar palpite na escolha do que estão estudando. A pesquisa e uma boa maneira de você descobrir de que e que seus alunos necessitam e eles, por sua vez, vão se sentir como se a escola dominical fossem um pouco mais deles.

No final do livro, apresento minha pesquisa "Escolha os Assuntos" (paginas 116-118), dividida em quatro categorias: Bíblia, Crescimento Espiritual, Tópicos Quentes e Técnicas Para a Vida. Você pode usa-la com sua classe, ou elaborar sua própria pesquisa. De qualquer forma, vera como o nível de interesse da turma cresce quando eles mesmos ajudam a escolher o currículo.

14 - ACRESCENTE TECNICAS PARA DAR VIDA AO SEU CURRICULO



Bill ama a Jesus. Falta a igreja desde que era pequenino. Já foi a todos os retiros, ora, canta no conjunto de jovens, esta se preparando para ser membro da igreja, não falta à escola dominical, e no momento esta decorando o livro de Cantares de Salomão. Mas não se da com os amigos, perdeu a media em duas matérias, nunca tem dinheiro, não sabe cuidar do saldo bancário, nem trocar um pneu, nem usar computador.

À medida que cultivarmos a convicção crista em nossos alunos, também precisa ajudá-los a desenvolver suas habilidades. Para aqueles que têm idade entre 10 e 12 anos, isso pode implicar aprendera arrumar seu quarto ou usar um computador, saber participar de atividades esportivas ou administrar sua mesada, ou mesmo combinar com seus irmãos.

Para os jovens, as possibilidades são infinitas. Alguns vão cuidar do talão de cheques, ajustarem o carburador do carro, trocar um pneu, elaborar um currículo, procurar um emprego (mesmo que temporário), gastar bem seu tempo, melhorar as notas.

Talvez você descubra que à medida que os estudantes desenvolvem técnicas de vida, porem usa-las na escola dominical. Na minha igreja, alguns dos videoteipes que mostramos na classe são filmados e editados por um estudante que aprendeu a usar o equipamento na própria igreja. (Um dia desses talvez eu lhe peça para me ensinar a acertar o relógio do meu vídeo).

15 - QUEBRAR ESPELHOS E ABRIR JANELAS
Alguém descreveu nossos alunos de hoje como sendo uma geração Kodak: muito tempo de exposição e pouca revelação. Alem disso, são muito voltados para si mesmos. Temos de ajudar essa turma a quebrar espelhos e isso pode começar na própria classe da escola dominical, para que deixem de se preocupar consigo mesmos e comecem a agir. Os mais novos podem ajudar na disposição das cadeiras, na organização da sala, podem fazer a oração de abertura e a arrumação ao final da aula. A maioria dos alunos mais velhos consegue recepcionar visitantes, dirigir brincadeiras ou discussões e procurar relacionar-se com os visitantes visando a que voltem outras vezes.

Podemos criar uma equipe de liderança estudantil para prestar serviços durante a aula. Coloque no papel algumas equipes (de boas-vindas, acompanhamento aos visitantes, decoração, musica, mídia, etc.) e deixe cada aluno escolher aquela em que deseja atuar. Periodicamente, separe alguns minutos durante a aula para que as equipes façam seu planejamento.

A classe pode também prestar serviço à comunidade e ao mundo. Ha uma classe de escola dominical que, a cada quinze dias, durante o horário da aula, faz visitas num hospital de pacientes em recuperação. Outra classe de crianças apadrinha um menor através de uma organização chamada Compassion International (Compaixão Internacional). Uma outra classe de adolescentes "adota" um pais por ano. Eles põem um grande mapa daquele pais na sala, dão as previsões do tempo semanalmente, oram por aquele pais e, de vez em quando, organizam telefonemas da classe para missionários de lá.

Abrir uma janela de serviço cristão pode despertar crianças que se acham indiferentes, levando-as a aprender lições que durem a vida inteira.

16 - LEVE PROFISSIONAIS ´´A SUA CLASSE




Que tal oferecer variedade a seus alunos, apresentando-lhes adultos competentes, elevando o nível de instrução da classe? Assim você aproveita e tira uma folga. Pode ser mais fácil do que se imagina. E só usar os conhecimentos técnicos que estão nos bancos da igreja, pertinho de você.

Em todas as igrejas de que já participei havia pessoas mais qualificadas do que eu para tratar de alguns dos assuntos que estávamos abordando na escola dominical. Ha muita gente que não quer dar aulas, mas terá prazer em fazer uma ou duas preleções em domingos seguidos na sua área de competência (e assim conquistar a amizade dessa turma que gosta de fazer umas travessuras).

Veja como você pode aproveitar ao máximo os peritos da sua igreja. Primeiro, convide uma grande variedade de pessoas. Numa primeira ocasião, em minha igreja, um farmacêutico falou sobre os efeitos das drogas no organismo. Outra vez um policial expôs os males de dirigir embriagado. Em outra realizamos uma mesa redonda, onde os pais apresentaram questões familiares. Também tivemos um conselheiro familiar ensinando os filhos a encararem o divorcio dos pais, e um mecânico mostrando aos alunos como se ajusta a rotação de um carro.

Em segundo lugar, de a esses profissionais condições de fazerem uma boa apresentação. Muitos conhecem bem o assunto da palestra, mas ficam nervosos de estarem à frente de uma turma. Experimente alguma atividade inicial introdutória, como entrevista-los, ou dirija um período de perguntas e respostas. Tenha cuidado com a introdução e a conclusão, para que esses momentos ajudem a tornar a experiência muito mais agradável e eficaz para o palestrante e os alunos.
17 - NEM TODAS AS CRIANÇAS SÃO IGUAIS

Sei que parece muito simples, mas as três ou quatro primeiras aulas que dei foram um desastre. Deram-me uma classe, entregaram-me a revista de escola dominical adotada pela igreja e só. Segui as instruções... mas acabei percebendo que o currículo e o programa tinham pouco ou nada a ver com os interesses de meus alunos.

E imprescindível que conheçamos bem o nível espiritual da classe. Assim adaptaremos melhor a aula à necessidades dela. No meu livro Developing Spiritual Growtb in Junior High Students (Desenvolvendo o crescimento espiritual em adolescentes de 13 a 15 anos), demonstro que a maioria dos estudantes desse grupo se encaixa em uma das três categorias seguintes:

 Descomprometidos: ainda não se tornaram seguidores de Jesus; possuem pouco interesse espiritual.

 Curiosos: já começaram a firmar um relacionamento com Cristo e desejam crescer espiritualmente.

 Comprometidos: estão prontos a cumprir tarefas, a servir. (E o tipo de atitude que gostaríamos de ver nos "descomprometidos").

Um dos problemas da escola dominical de hoje e nossa tendência de usar revistas que foram escritas para os alunos classificados como curiosos e comprometidos, que estão lá só por insistência de alguém. Um professor de escola dominical da Califórnia percebeu que tinha mais alunos do nível descomprometido na sua classe do que o pastor de jovens, nas reuniões de evangelização que realizava no meio da semana. Agora o professor esta programando eventos de evangelização nos domingos de manha e vem colhendo excelentes resultados.

18 - MUDANÇA NÃO E PALAVRÃO
Um amigo me contou a seguinte piada:

"Quantas pessoas são necessárias para trocar uma lâmpada na igreja?"

"Quatro", disse ele. "Uma para trocá-la e três para ficarem recordando as vantagens da lâmpada velha."

A palavra "mudança" não e bem aceita em muitas igrejas. O lema delas parece ser: "Como foi no principio, e hoje, e será para sempre." Entretanto sair um pouco do "esquema" da classe de escola dominical, inserindo nela algumas mudanças ocasionais, pode ter o efeito de quebrar a monotonia, despertar o interesse e produzir crescimento.

A especialista em educação crista, Marlene LeFever, ensina que existe valor ate na própria variação em si. Ela exemplifica citando o caso de uma fabrica que possuía excelentes gerentes que fizeram alguns experimentos procurando maneiras de aumentar a produção. Instalaram musica ambiente e a produção subiu. Aumentaram a iluminação e a produção subiu. Tiraram a iluminação e a produção subiu. Baixaram a iluminação e a produção subiu. Ficou claro que não era o tipo de mudança que causava a diferença. Era a própria mudança.

A lista de inovações que podemos fazer não tem fim. Virar as cadeiras em outra direção. Trocar de sala. Mudar a rotina da classe. Dar uma lição diferente da indicada pela revista (guarde a revista por uma semana). Se a igreja possuir ônibus, dar uma aula dentro dele um dia. Trocar os professores num domingo. Preparar a classe para apresentar uma dramatização para outra. Num domingo qualquer, convidar os pais para assistirem à aula junto com os filhos. Chamar uma classe de escola dominical de outra igreja para reunir-se com a sua. Colocar musica ambiente, servir um lanche.

Se os alunos já estão cansado0s de sentarem numa mesma sala, olhando para a mesma parede e para o mesmo antigo mapa da Terra Santa, fazer algumas mudanças seria uma boa receita de sucesso.

19 - UMA CLASSE PEQUENA PODE SER MARAVILHOSA



Você aceitou lecionar uma classe de escola dominical. Já vem se preparando durante varias semanas, e hoje e o grande momento. São 9:45 - hora de começar a aula. O único problema e que só tem você na sala. Você se seta e espera. Finalmente, dez minutos depois, tem um grupo de quatro garotos, sentados desconfortavelmente, olhando para você e aguardando o inicio do estudo.

Ficou desanimado porque sua classe toda cabe no banco de trás do seu carro? Não fique. Existem muitas coisas que podemos fazer com uma classe pequena e que nunca dariam certo com um grupo maior.

A primeira e que você pode ficar conhecendo melhor seus alunos. Pode ter a participação de to0dos na discussão dos assuntos. E você pode dar a lição de maneira muito mais vibrante. E difícil permanecer anônimo num grupo pequeno, porque não ha onde se esconder.

Como a classe inteira cabe no seu carro, você pode decidir dar a aula numa lanchonete, tomando café com torradas. (Não se esqueça de pedir antes a permissão dos pais).

Existem outras atividades e projetos fáceis de se realizar juntos. Servir um sopão na favela. Cuidar do berçário da igreja num domingo. Dirigir um culto num asilo de velhos, e assim por diante.

Se sua classe e pequena, anime-se. Você tem um ministério do tamanho daquele que Jesus teve. Ele passou a maior parte de seu tempo com apenas três discípulos: Pedro, Tiago e João. Quem sabe? Talvez um desses garotos poderá ser o seu próximo pastor!

20 - PARABÉNS - VOCÊ E UM EXEMPLO!

Certa vez, o evangelista Billy Graham perguntou a um garotinho como chegar ´´a agencia de correio mais próxima. Depois que o menino lhe deu a explicação, o Dr. Graham lhe agradeceu, e disse:

- Se você for ´´a cruzada hoje, ira ouvir-me explicar como se chega ao céu.

- Acho que não vou, não, respondeu o menino. Você nem sabe onde fica o correio.

Como esse menino, e provável que seus alunos não sejam de fazer muito elogio e já estejam acostumados demais com você. Mas não se engane, eles o vêem como um verdadeiro exemplo!

Sei que na maioria das vezes você não se sente como um grande exemplo para ninguém. Seu carpete não tem aquela marca de joelhos que passam cinco horas diárias em oração. Ha meses você interrompeu sua memorização do livro de Levitico, e ha semanas não prega numa cruzada evangelistica da cidade.

Contudo são as pequenas coisas que fazemos que nos tornam exemplo para outros. São nossas atitudes de bondade e gentileza. E o fato de escutarmos os outros sem interrompê-los. E lembrarmo-nos do aniversario de cada um. E estarmos dispostos a dar a esses alunos uma hora de nosso tempo (uma hora que a maioria dos adultos não lhes dá).

Essas coisas parecem insignificantes, mas, se somadas, elas representam muito e tem um grande valor. As crianças e os adolescentes de hoje estão desejosos de que os adultos se interessem por eles. Parabéns! Você e um exemplo. Um dia, se tiver sorte, podem ate procura-lo e lhe dizer isso.

21 - E BOM TIRAR UM TEMPO PARA DESCANSAR

A maioria das pessoas leva uma vida muito agitada. Estamos sempre muito ocupados. Como Marta, citada nos evangelhos (e que daria uma ótima superintendente de escola dominical), temos múltiplas responsabilidades, ficamos estressados com tudo que temos que fazer, e com sentimento de culpa pelo que deixamos de fazer. Não e isso mesmo?

Faça a auto- avaliação seguinte, que tem apenas uma questão, e verá se esta ocupado demais:
Preparei a lição de escola dominical para o domingo passado (marque uma resposta só):

- no sábado ´´a noite, assistindo a um programa de TV;

- no carro, a caminho da igreja;

- durante o sermão do pastor;

- durante a entrega dos dízimos e ofertas;

- domingo, no café da manha, e cheguei ´´a igreja um pouco atrasado;

- durante os avisos de abertura da escola dominical;

- não a preparei, mas tive duas ótimas idéias depois da aula.

Se a hipótese de tirar uma folga da classe pode causar enfarto nos dirigentes da igreja, arranje um substituto um domingo por mês. Peça a um amigo (ou ex-amigo) para dar aula no primeiro domingo do mês. Ofereça-lhe toas as ferramentas de que vai precisar, e depois vai passar o fim de semana fora.

Talvez você queira tirar umas ferias de fim de ano. procure algum seminarista, estudante de faculdade ou professor que esteja de ferias nessa época e pratique a esquecida arte de D&D (delegar e desaparecer). A folga lhe fará bem e ira restaurar-lhe a sanidade mental. Assim você será bem mais eficiente quando retornar.

22 - ELES PRECISAM SENTIR-SE QUERIDOS




Você já foi a um acampamento de jovens, por exemplo, e a primeira coisa que ouviu foram os regulamentos? Desse modo a reunião já começa com uma nota negativa. O que estamos comunicando a eles e:

"Ei! Isso aqui e um evento adulto. Vocês tem sorte de estar aqui, e esperamos que se comportem bem, facilitando assim as coisas para nos."

Muitos garotos, quando pisam dentro da igreja, sentem-se como se estivessem no meio de estrangeiros. Não conhecem os hinos. A linguagem parece de outro planeta. O templo lembra uma cela de prisão, e para a maioria, um sermão de trinta minutos poderia ter como titulo: "A meia hora que durou dias". Você pode ajudar a mudar isso, criando um ambiente caloroso e convidativo em sua classe de escola dominical.

Não e tão fácil assim criar uma atmosfera alegre e jovial para a turma. Ligue uma musica ou ponha uma fita no vídeo enquanto estão chegando. Arrume as cadeiras em círculos, em vez de fileiras. Tire aquele mapa da Terra Santa que esta lá ha meses e coloque retratos dos próprios garotos. Que tal cartazes de eventos programados? Providencie alguns joguinhos para deixar na sala, e algumas coisas para comer.

Recentemente tive o privilegio de dar aula para uma turma cujo professor queria que os alunos sentissem que a sala de aula era deles. Afixados ´´a parede havia saquinhos de papel com o nome de cada participante. Os alunos deveriam escrever mensagem de apoio, de incentivo uns para os outros e colocar ali. Toda semana esse professor mandava um bilhete para cada aluno, com um elogio ou estimulo. Ali a atmosfera era elétrica!

23 - DISCORDAR PODE SER BOM

Em muitas igrejas, discordar e considerado um ato de rebelião. O resultado acaba sendo uma geração de jovens que não tem a capacidade de pensar por si. A base da fé deles e:

"Jesus me ama,

Jesus me ama,

Jesus me ama,

Meu professor de escola dominical assim o diz".
Uma fé que não for examinada e questionada, muitas vezes não sobrevivera ´´as perguntas que surgirão mais tarde na vida.

Quando nos dispomos a incentivar o questionamento, levamos os alunos a serem sinceros com relação ´´as suas duvidas, verificar criteriosamente as indagações e assumir com firmeza a fé crista.

Uma boa maneira de fazer isso e organizar debates em classe. São ótimos para incentivar o raciocínio. Existem vários modelos de realiza-los. O professor pode debater com a classe, isto e, ele defende um lado de uma questão e a classe, o outro.

Podemos ainda levar os alunos a debater entre si. O professor apresentara material sobre um assunto controvertido (evolução versus criação, por exemplo), dividira a classe em dois grupos, e cada um defendera uma posição. Os alunos poderão ter trinta minutos para a preparação e trinta para o debate.

Esse estilo de ensino obtém bons resultados com adolescentes. Aqueles que adotam o estilo "sabe-tudo" e não escutam muito o que o professor diz na aula, quase nunca hesitam quando e para discordar. Já vi debates despertarem uma classe que se achava desmotivada, levando os alunos a pensar para valer. No caso de alguns, isso foi um ótimo começo!

24 - TODO MUNDO FALHA DE VEZ EM QUANDO
E, a dramatização da historia de Natal em sua classe não saiu exatamente como você esperava. Da próxima vez você não vai incluir aquele bode na historia. No momento, os garotos estão deprimidos, os pais querem você fora do quadro de professores, e o que você mais quer e procurar um buraco e se enfiar nele. O ar que se respira na sala nada tem de natalino.

Vejamos outra situação (um pouco mais provável). O numero de alunos presentes esta diminuindo ultimamente, e os que ainda estão vindo parecem desinteressados. Para piorar, quando um garoto perguntou por que devia crer em Deus, você não soube responder direito. E como se isso fosse pouco, no domingo seguinte ele faltou.

Um fracasso não e fatal, mas o desanimo pode ser! Quando eu cometo falhas (e isso acontece regularmente), lembro-me de duas coisas que me dão animo para prosseguir.

Primeira, nenhum professor pode acertar com todos os alunos. Nenhum professor de escola dominical consegue ser interessante todos os domingos, nem agrada a todos. Ha sempre alunos que são sabidos demais, malucos demais ou se acham entediados demais - ou simplesmente não gostam do professor. Vamos dar um desconto para nos mesmos. e se formos bem sinceros, teremos de admitir que também temos nossas preferências.

Segunda, nenhuma criança ou adolescente esta fora do alcance de Deus. Pense um pouco sobre os discípulos. Tome duvidava. Pedro falava demais. Tiago e João pareciam estar sempre discutindo sobre quem era o mais importante. Nos não somos assim também? Da próxima vez que você estiver prestes a desistir, lembre-se dos discípulos de Jesus, e confie que Deus pode usa-lo para alcançar seus alunos na hora determinada por ele.

25 - ESPERE GRANDES COISAS DOS SEUS ALUNOS
Anos atrás, fizeram uma experiência com a classe de certa professora. Disseram-lhe que ele tinha alguns alunos excepcionalmente dotados e alguns muito vagarosos. Na verdade, eles tinham escolhido os estudantes de forma aleatória. O que aconteceu? Ela fazia mais perguntas aos estudantes "dotados", dava-lhes mais atenção e eles tiraram melhores notas do que o resto da classe. Os que foram apontados como "vagarosos" não receberam atençao quando levantaram as mãos, foram mais repreendidos em vez de incentivados, e receberam notas mais baixas do que os colegas. Com o passar do tempo, pararam de se esforçar e tornaram-se realmente fracassados, como se esperava que fossem.

Recentemente, falando a um grupo de onze adolescentes, dei uma serie de estudos sobre como podemos descobrir nosso dom espiritual. Os alunos estavam praticamente dormindo, ate o momento em que pedi a cada um que se sentasse ´´a mesa, na frente da classe, e fosse tomando nota, enquanto os alunos diziam quais, na sua opinião, eram os dons daqueles que, um a um, se colocavam ´´a frente.

A atmosfera da classe mudou completamente! Quando eles descobriram que os colegas realmente acreditavam que ele (ou ela) possuía dons e aptidões, o nível da sua confiança e interesse aumentou. Dois daqueles jovens, Ben e Stacy, passaram a realizar um estudo bíblico na hora do almoço, ao qual já estiveram presentes trinta colegas.

Nem todos os jovens da sua classe (nem da minha) passarão por uma experiência de transformação desse tipo. Entretanto os professores que acreditam no potencial dos seus alunos estendem consideravelmente os limites das possibilidades de crescimento desses jovens.

Aquele pedaço de carvão, que ocupa uma das cadeiras de sua classe de escola dominical, pode ser um diamante em estado bruto que só precisa de tempo para ser transformado naquilo que realmente e.

26 - ENVOLVA SUA CLASSE COM A IGREJA



Em seu livro Keeping Your Teens in Touch With God (Mantenha seus adolescentes em contato com Deus), Robert Laurent conta que fez uma pesquisa para descobrir as dez principais razoes pelas quais os adolescentes se afastam da igreja. Para sua surpresa, descobriu que a que os jovens mais citaram foi "a falta de oportunidade de um desenvolvimento significativo com a igreja". A maioria dos adolescentes se convenceu de que ha pouco espaço para eles na igreja, e pouquíssimas oportunidades para prestar serviços e exercer liderança.

Aprende-se melhor uma fé positiva no contexto do comprometimento, do serviço e do envolvimento. Esses três pontos essenciais adquirem vida quando damos oportunidades aos alunos para que causem impacto.

O melhor meio de fazer essa mudança e levar a classe a trabalhar e exercer liderança. As possibilidades são infinitas. Os mais novos podem fazer cartazes, confeccionar e levar presentes para pessoas idosas ou acamadas, ou então ajudar nas varias atividades da classe. Os maiores podem dirigir quase todas as partes da aula (recepcionar, fazer avisos, ajudar com o lanche, dar aula), ou participar em projetos da classe inteira, como apadrinhar uma criança ou visitar aqueles que estão doentes. Os resultados em geral são um "caos" total e o crescimento espiritual da turma. A soma e fantástica!

27 - FAÇA OS ALUNOS FALAREM
Aqui esta você, ´´a frente da classe, explicando como Saulo perseguia os cristãos. Então, para acordar a turma, você pergunta:

"O.K., e depois, o que aconteceu a Saulo?"

Infelizmente, nesse exato momento os alunos estão totalmente preocupados com seu sapato. Todos, menos um, cujos olhos se acham tão parados que parecem artificiais.

Essa situação ocorre com todos os professores, ate mesmo com os melhores. A aula orientada para a discussão aberta e mais divertida, mas requer uma conversação genuína. Por que será que a escola bíblica dominical se tornou a única hora da semana em que os alunos se calam?

Um dos problemas com que deparamos e que depois de freqüentarem a escola dominical durante alguns anos, os alunos já aprenderam a manha. E uma das primeiras regras de sobrevivência e manter a boca fechada.

Para quebrar esse regulamento de "e proibido falar", o professor precisara de um pouco de criatividade. A mera pratica de fazer perguntas não e garantia de que os alunos vão se dispor a falar de fato. Temos de incentivar os jovens a isso utilizando seu assunto predileto: falarem sobre si próprios. Vá caminhando pela sala, pedindo a cada um que diga seu nome, onde estuda e quais os seus filmes prediletos.

Divida os garotos de dois em dois para conversarem entre si. Assim se verão obrigados a se expressar. Depois de conversarem aos pares, será mais provável que falem perante todo o grupo. E quando uma discussão se desviar do assunto (o que vai acontecer, com certeza), resista ´´a tentação de corta-la imediatamente. Se todas as tentativas falharem, desista e recomece na semana seguinte.

28 - DE UM NOME BEM LEGAL ´´A CLASSE
Recentemente, um grupo de analistas de automóveis recebeu um carro para testar durante um dia inteiro. Como pensassem que se tratasse de um modelo importado pela G.M., quase todos disseram que pensariam em compra-lo. Mas quando lhes disseram que na verdade era um Chevette, mudaram de idéia. A conclusão e obvia. Na cabeça dos analistas, o nome Chevette já era sinônimo de carro arcaico, fora de moda. Apesar de o veiculo ser bonito e ter um bom desempenho, os compradores iriam desinteressar-se dele por causa do nome.

O mesmo principio poderá estar operando na sua classe de escola dominical. Qual terá sido o Q.I. do gênio de marketing que criou a estratégia de se ensinar verdades teológicas a adolescentes mandando-os levantar cedo no domingo, usar roupas desconfortáveis, sentar-se em cadeiras enfileiradas e assistir a palestras fitas por adultos durante uma hora - e, para completar, ainda dar a isso o nome de escola?

Você esta procurando uma mudança, uma imagem diferente? Experimente dar ´´a classe um novo nome. Jogue longe o nome escola dominical e arranje outro. Pode ser qualquer coisa: Horário Nobre, Domingueiros Acordados, Intelectuais do Domingo, Alongamento Matutino, etc. O professor sugere alguns, e os alunos acrescentam outros, e depois votam naquele que preferirem. Um nome diferente pode trazer energia ´´a sua classe, e a turma pode achar essa competição emocionante.

29 - NÃO DE AS RESPOSTAS - DEIXE QUE ELES DESCUBRAM

Howards Hendricks, em seu livro Ensinando Para Transformar Vidas, conta que um dia, no Parque Nacional de Yellowstone, ele perguntou por que havia tantos avisos proibindo que se alimentassem os ursos. O guarda florestal explicou que, sendo alimentados, eles perdiam a capacidade de caçar o próprio alimento e no outono e inverno morriam.

Ha um grande numero de crentes que cresceram se alimentando de sermões e palestras, e nunca aprenderam a buscar as verdades de Deus por si mesmos. Decoraram as respostas "certas", mas nao tem confiança nem capacidade de aprender sozinhos.

Quando mudamos a tática e, em vez de dar respostas prontas, fazemos com que os alunos procurem, isso melhora a retenção, desperta mais interesse, aumenta a confiança dos jovens e contribui para que continuem crescendo espiritualmente.

Esse método de aprendizagem em que deixamos os alunos "descobrirem" as respostas pode ser trabalhoso (e difícil dizer "não" a um urso). Temos de fazer mais perguntas e dar menos respostas. Discutir mais e discorrer menos. Estimular o pensamento critico em vez de nos contentar com uma atitude passiva por parte deles. E talvez haja domingo em que eles não chegarão a conclusão nenhuma e poderão ate sair da aula confusos, Mas não faz mal! Isso faz parte do processo de aperfeiçoamento dos alunos; e assim que eles irão crescer espiritualmente. Eles aprenderão a superar o período (talvez longo) de duvida e depois, lá na frente, terão uma fé realmente viva!

30 - NÃO FOI DEUS QUEM CRIOU O FLANELOGRAFO



Você sabia que as crianças não são todas iguais? Estou sempre redescobrindo esse fato obvio sempre que percebo que minha classe nunca se interessa pelos mesmos assuntos, ao mesmo tempo, nem pelo mesmo tipo de ensino. Aqueles que vibram durante uma discussão caem no sono durante uma palestra. O que gosta de jogos e incapaz de abrir a boca durante um debate. O estudo em grupo, que um aluno acha superlegal, e chato para aquele que não vê a hora de sairmos para uma excursão. diante disso, o que deve fazer um professor criativo?

A grande diversidade dos jovens de nossas classes e um dos aspectos mais difíceis para o professor. Mas também e o que nos da maiores oportunidades. Variando nossa abordagem e estilo de ensino, podemos alcançar mais alunos.

Para começar e bom aceitar o fato de que não existe um método "certo" de ensinar. Deus não inventou nem o flanelografo nem a aula expositiva. Portanto estamos livres para utilizar uma variedade de estilos em nosso ensino., falar, debater, servir, brincar, contar historias, fazer jornalismo, memorizar e perguntar e apenas uma parte da variada gama de opções (veja mais algumas no Inventario de Estilos de Aprendizagem, ao final do livro).

Da próxima vez em que achar que seu trabalho esta meio rotineiro, abandone o currículo adotado pela igreja e experimente alguma coisa nova (converse com o superintendente antes).

31 - PROGRAME UMA AVENTURA



Seja na TV a cabo (com mais de 50 canais) ou no sorvete (30 sabores), vivemos num mundo em que as pessoas tem a seu dispor uma grande variedade de opções. Infelizmente, na media das escolas dominicais ocorre o contrario. A aula típica e assim: o grupo se reúne, ouve uma palestra, e pronto. Não devemos nos surpreender com o pequeno impacto que vemos.

Um bom antídoto para a apatia e um método garantido para mexer com a garotada e dar a ela a oportunidade de uma aventura. Pode ser algo simples como levar uma classe de 10 anos ´´a delegacia, entrar numa cela, tranca-la e estudar a historia da prisão do apostolo Paulo.

Se você tiver tempo, pode experimentar algo mais complicado. Na ultima igreja em que trabalhei com jovens levei toda a minha classe de escola dominical ao México, a fim de que vivenciasse ali uma semana de missões. Precisei fazer um bom planejamento (eu nunca havia feito isso e não tinha a menor idéia de como realiza-lo na pratica) e, mais ainda, exercitar minha criatividade para angariar o dinheiro necessário. Mas deu para levar um bom grupo.

Foi mesmo uma aventura e tanto! Pela primeira vez a turma teve contato com uma cultura diferente. Os alunos compreenderam os efeitos da pobreza de maneira nova. Ao prestarem ajuda, sentiram que Deus pode realmente usa-los em seu serviço. Conheceram pessoas simpáticas que possuíam tão pouco das riquezas deste mundo, e ainda assim amavam a Deus e umas ´´as outras. Com isso, fizeram uma avaliação de seus valores pessoais.

Alguns deles, que antes se encontravam meio indiferentes, ainda estão "curtindo" sua semana de serviço cristão no México.

32 - PEGUE A ESTRADA
Ha pouco tempo ouvi um pastor cético descrever a escola dominical como sendo "colocar as criancinhas todas apertadas numa salinha e ensina-las a não gostar de Deus". Embora admita que ha ai um pouco de exagero, acho que vale a pena considerar esse ponto de vista. Se a maioria dos meninos pudessem optar, não iriam querer passar a manha de domingo dentro de uma sala de aula. Uma boa solução e pegar a estrada.

Na verdade, a idéia de levar os alunos para fora da sala, e ir para uma variedade de lugares onde podem aprender não e nova. Jesus fez isso. A maioria das aulas que ele deu não foi em salas de aula.

Mude a classe para sua casa, para uma lanchonete próxima ou para a secretaria da igreja. Alguns dos lugares que podemos visitar oferecem oportunidades valiosas para se aprender muito. Uma visita a um cemitério, por exemplo, seria perfeita para se estudar uma lição sobre a vida eterna. Um deposito de lixo seria um excelente local para se discutir sobre o materialismo. Uma lição sobre a compaixão crista poderia ser ensinada num abrigo municipal para os desabrigados. Um "sopão" daria um bom cenário para ensinar sobre o milagre da multiplicação dos pães para cinco mil pessoas.

Afinal, e difícil "considerar" os lírios do campo quando não os estamos vendo.

33 - DEIXE OS MORADORES DO MANICÔMIO ADMINISTRA-LO

A idéia de deixar que os alunos dirijam a classe (por algum tempo) pode parecer assustadora e arriscada, mas ha varias vantagens nisso. Primeiro, permitir que a turma ponha a mão na massa ajuda a combater o desinteresse. Aqueles que estão na ativa raramente sentem tédio. Quando os alunos começam a ensinar, tornam-se participantes ativos em vez de expectadores passivos.

Em segundo lugar, os alunos aprendem mais quando estão envolvidos no ensino. O aprendizado baseado na participação aumenta o índice de entendimento e retenção da matéria.

Terceiro, os adolescentes, muitas vezes, escutam melhor os próprios colegas do que os adultos. Isso significa que os outros membros da classe também poderão aprender mais.

Por ultimo, com isso poderemos estar formando futuros professores. Na primeira vez que me convidaram a dar uma aula, estava no colegial. Quase tive um ataque do coração. Dei a aula todo nervoso; mas ninguém desmaiou, e nunca mais parei de lecionar.

Tenha o cuidado de começar aos poucos, em doses pequenas. Não entregue o horário todo achando que tudo vai funcionar como as engrenagens de um bom relógio. Deixe que eles se responsabilizem por algumas das partes da aula: dirigir o período de cânticos, arrumar a sala, dar os avisos, distribuir as folhas com a letra dos corinhos, organizar uma dramatização, ler os versículos da Bíblia, etc. Aos poucos vá aumentando a participação deles.

E lembre-se: Quando as coisas se tornaram caóticas (o que e inevitável), e a experiência não trouxe nenhum outro beneficio, pelo menos agora eles verão como e duro ensinar na escola dominical!

34 - DIVERSÃO E PARA VOCÊ TAMBÉM

No ano passado, no Dia dos Namorados, eu e Carol, minha esposa, e mais quatro casais, entramos na perua da igreja para dar um passeio. Depois de rodar uns três quilômetros, nos, os homens, simulamos uma falha mecânica (muito fácil de acreditar se tratando daquele carro da igreja!). Quando as esposas já começavam a sentir saudade do tempo em que eram solteiras, uma limusine chique, que tínhamos alugado secretamente, parou atrás. Conduzimos nossas esposas - que estavam muito espantadas - ´´a limusine e seguimos em frente. Fomos parando em vários lugares. Em cada um, alguns alunos de nossas classes de escola dominical nos serviram uma parte do jantar. Foi com um jantar por etapas que comemoramos a data. Cada vez que saiamos de um lugar desses, eu percebia que esse quadro não batia muito bem com o que ia na cabeça daquela turminha - adultos se divertindo!

O que surpreendeu minha esposa foi a festa, e a mim foi a reação da minha classe. Ver o professor se divertir, comemorando a data com a esposa, numa limusine, teve maior impacto para a turma do que qualquer das aulas que eu cuidadosamente preparara. Nos domingos seguintes, quando mencionamos essa experiência na classe, percebi que alguns de seus conceitos errados sobre os adultos serem chatos já estavam meio abalados.

A vida e para ser apreciada, não suportada. Como diz Brennan Manning:

"Se você tem a alegria do Senhor no seu coração, faça o favor de avisar isso ao seu rosto!"

Um professor alegre, que sabe se divertir, atrai os alunos para sua fé e para sua maneira de viver. Ainda vou me encontrar com você na estrada, certo?

35 - TENHA O SEU "CADERNO DE ORAÇÃO"
O primeiro capitulo de Marcos descreve um dos dias mais agitados da vida de Jesus. Ele pregou, ensinou, curou, fez tudo. Na manha seguinte, os discípulos tiveram de procura-lo, porque tinha se levantado cedo para orar. (Se fosse eu, iria levantar-me bem tarde.)

A oração era uma das prioridades máximas do Senhor. Quando oramos, o ministério se torna um esforço conjugado. Estamos operando juntamente com Deus na vida das pessoas. eu, pessoalmente, noto que quando oro pelos meus alunos, minhas expectativas para com eles aumentam, porque realmente creio que Deus ira operar na vida deles. Quando oro mais, me preocupo menos com eles e os admiro mais.

Para obtermos melhores resultados, podemos utilizar um caderno de oração, simples, do tipo espiral. Escreva o nome de um aluno em cada pagina, dividindo-a em duas colunas. Depois, diariamente, passe alguns minutos orando por dois ou três deles. Na coluna da esquerda anote uma ou duas petições com relação ´´aquele aluno. Na da direita, registre as respostas de Deus.

Você pode ate mencionar isso para seus alunos, dizendo-lhes como Deus esta operando na vida deles, e revelando que tem orado por cada um regularmente. (No meu caso, coloco uma foto do aluno em sua respectiva pagina).

O fato de passar algum tempo em oração me ajuda a lembrar que não estou apenas lecionando uma classe e, sim, que estou lecionando para Marcelo, Davi, Carlos e Erica.
36 - APRENDA COM SEUS ALUNOS
Quando eu era garoto, vivia tão ligado em esportes, que tinha pouco tempo para as outras coisas. Por causa disso, de carpintaria, por exemplo, entendo quase nada. Só sei qual dos lados do martelo que devo segurar. Por isso, eu e minha esposa cometemos um grande erro quando compramos uma casa que poderia ter concorrido ao titulo de "A Mais Reformável do Ano".

Mudamos para ela, arranjamos os melhores livros no assunto, iniciamos a reforma, e aproveitamos todo a ajuda que recebemos, que veio quase toda da nossa classe de jovens, todos entre 15 a 17 anos. Os pais de vários deles eram carpinteiros/marceneiros e esses garotos sabiam mais do que eu sobre quase tudo. Eles adoraram "ensinar" ao professor deles os macetes do oficio, e eu adorei receber, de graça, a ajuda que me puderam dar.

Uma das maiores alegrias de um professor e aprender com os alunos. E verdade que eles nos ensinam a ter paciência, mas podem também ensinar-nos algo daquilo em que demonstram aptidão. A lista e infinita: carpintaria, computadores, instrumentos musicais, vídeo games, ou como assistir ´´a televisão, ouvir o aparelho de som e estudar ao mesmo tempo.

Com meus alunos estou aprendendo, por exemplo, algumas verdades espirituais. Alguns me ensinam a lidar com o sofrimento, quando os vejo enfrentando as conseqüências de decisões erradas. Outros, a ter compaixão, à medida que procuro amar os que, naturalmente, não amo. E ha aqueles com quem aprendo a crer em milagres, quando vejo Cristo trabalhar na vida deles.

37 - DEIXE DEUS TRAVAR SUAS PRÓPRIAS BATALHAS
A Lição
Então Jesus levou seus discípulos para cima no monte e, reunindo-os em volta dele, ensinou-os dizendo:

"Abençoados são os pobres de espírito,

porque deles e o reino do céu.

Abençoados são os mansos,

abençoados os que choram,

abençoados os misericordiosos,

abençoados os que tem sede de justiça,

abençoados sejam vocês, quando perseguidos,

abençoados quando sofrerem.

Fiquem alegres e regozigem-se, porque sua recompensa e grande no céu."

Então Simão Pedro indagou:

"Teremos de decorar isso?"

"E preciso anotar?" perguntou André.

"Vai ter prova sobre isso?" quis saber Tiago.

"Não tenho papel", comentou Filipe.

"Vamos ter de entregar um trabalho sobre essa matéria?" disse Bartolomeu.

"Os outros discípulos não tiveram de aprender isso", reclamou João.

"Com licença! Posso sair um pouquinho?" pediu Mateus./"O que isso tem a ver com a vida real?" indagou Judas.

Um dos fariseus, que estava presente, pediu para ver o plano de aula de Jesus, e perguntou-lhe: "Onde estão sua motivação e seus objetivos da área cognitiva?"
"Jesus chorou".

Ah! sim, você recebeu a grande responsabilidade de ensinar verdades espirituais a crianças e adolescentes. provavelmente foi por isso que você se ofereceu para lecionar. Em alguns domingos, a aula e, realmente maravilhosa, e os alunos assimilam tudo. Mas, na maioria das vezes, eles parecem os discípulos da parábola acima, e você sai da classe sentindo-se um fracassado.

Esse e um lado ruim da situação. O lado bom dela, porem, e ganhar algumas. E, como vemos por uma simples leitura dos evangelhos, algumas ele vai deixar "passar em branco". Nossos alunos, como os discípulos, vão ter muitos "altos e baixos", O segredo e não deixarmos que isso nos influencie.

Da próxima vez que seus alunos o deixarem com vontade de chorar, coloque-os nas mãos de Deus e deixe o Senhor travar essa batalha.

38 - LUZES, (VÍDEO) CÂMERA, AÇÃO
Certa vez assisti a um programa de Natal na escola de meu filho. No momento em que a peça começou havia tantas filmadoras apontadas para as crianças, que provavelmente pensaram que estivessem numa audiência de confirmação do Senado.

As crianças gostam de ser filmadas e também de filmar. Qual o garoto ou garota que não aprecia se ver na telinha? Não existe nada melhor para criar interesse, fazer os alunos se envolverem na classe a ate formar futuros Styeven Spielbergs. Os vídeos que eles fazem podem ajuda-los a aplicar as lições na vida pratica.

São inúmeras as possibilidades de transformar nossos alunos em astros. Podemos dividir a classe em equipes de produção, dando a cada grupo uma câmera e mandando fazer um documentário sobre o assunto que estivermos ensinando no momento.

Ou podemos levar a classe a um shopping center e deixa-los gravar entrevistas. eles poderão fazer perguntas sobre assuntos que estaremos abordando na classe e filmar as pessoas respondendo. Depois podem passar a fita para toda a classe Isso e um recurso maravilhoso para apresentar o assunto da lição.

A câmera também serve para ajudar os garotos a se familiarizarem com alguns dos eventos da Bíblia. Leve a maquina ´´a aula e ajude os garotos na criação de um vídeo sobre um evento bíblico. Marque uma noite para mostrar a fita ao pessoal da classe e a seus familiares. O sucesso e garantido, sempre!
- ESCUTAR E UM ÓTIMO MEIO DE COMUNICAR

Quando dirijo seminários para professores de escola dominical, ´´as vezes gosto de dividi-los de dois em dois, nomeando um deles de professor e o outro, aluno. Dou aos "alunos" um minuto para inventarem e descreverem uma crise pessoal por que estejam passando. Depois digo aos "professores" que demonstrem total falta de interesse, enquanto os "alunos" se dispõem a contar suas piores crises. Depois, peço aos "alunos" que descrevam o que sentiram ao verem que o "professor" não os estava ouvindo. Geralmente eles falam de frustração, raiva, insignificância e desanimo ou desespero. Infelizmente, essa experiência pode estar realmente ocorrendo repetidas vezes em muitas classes de escolas dominicais.

O período da aula talvez não de para que os alunos se abram e relatem seus problemas. Para isso podemos usar o horário de almoço no domingo, uma vez por mês, depois da escola. Leve o aluno para almoçar fora e vera como será bom e maravilhoso esse momento a sos, dedicado só para escuta-lo.

Algo que pode deixar os alunos realmente espantados e pedir a opinião deles. Nunca me esquecerei da experiência que tive com quatro rapazes de 14 e 15 anos, que levei comigo certa vez, quando fui comprar um carro. (Ate o vendedor deve se lembrar disso.) Depois de dar uma volta com o carro para ver o funcionamento dele, chamei a turma de lado e perguntei:

"Bem, o que vocês acham?"

Eles adoraram dar sua opinião sobre o veiculo, Acabei comprando aquele carro - e eles passaram os outros anos o destruindo.

Nesses vinte anos em que trabalho com adolescentes, aprendi que a melhor maneira de dizer-lhes "Gosto de você!" e escuta-los atentamente, mostrando com isso que os amamos.
40 - O PODER DO AMOR
Na Convenção Nacional dos Lideres do Jovens em Los Angeles, em 1990, um moço que trabalhava com jovens ficou emocionado ao ouvir o relatório do trabalho de Tony Campolo, contando como fez uma festa de aniversario para prostitutas no Havaí. O moço lembrou-se de uma garota do grupo de jovens da sua igreja que estava meio desinteressada. O estilo de vida dessa moça era meio louco. Ela se sentia isolada e alienada na igreja. Ninguém lhe dava muita atenção. Esse líder de jovens perguntou se poderíamos fazer uma ligação para ela durante uma sessão plenária. Era aniversario dela aquele dia, e ele queria que todos nos, os 1.400 participantes, cantássemos "Parabéns pra você!".

Montamos um sistema de viva-voz, e ele ligou:

- Tricia? disse ele, ´´a frente de todos os presentes.

- Pois não! perguntou ela, hesitante.

- Tricia, você não vai acreditar nisto, mas eu estou num salão com 1.400 pessoas...

- Você esta brincando! replicou ela, interrompendo-o.

- Não estou, não, Tricia. Eu estou numa convenção e me lembrei de que hoje e seu aniversario; então convidei todo mundo para que desejássemos a você um feliz aniversario.

- Não acredito. Você esta brincando, repetiu ela, pasmada.

- E verdade!

Queria que você estivesse lá. Nunca vi um grupo de pessoas cantar mais alto ou com maior emoção, torcendo, gritando entre uma frase e outra. Quando acabamos, eram poucos os que não estavam com lagrimas nos olhos. Pelo menos por um momento em sua vida, Tricia soube que havia quem se interessasse por ela, que lhe transmitisse carinho.

Sua classe de escola dominical esta cheia de Tricias. Graças ´´a atenção que você lhes da, desejoso de estar ao lado delas, de lhes falar, de apoiá-las, elas estão descobrindo que também contam, que também tem valor.
41 - VOCÊ SE ACHA NUMA POSIÇÃO ESTRATEGICA!

O escritor Carlie Shedd disse, certa vez, que quando começou a escrever um livro sobre ser pai (ou mae), mudou o titulo dele varias vezes.

• Antes de ter filhos, o titulo que usou foi: Como Criar Seus Filhos.

• Depois de nascidos os filhos, mudou-o para: Idéias Sobre Criação de Filhos.

• Com os filhos um pouco maiores, o titulo tornou-se: Idéias de um Colega de Luta.

• E quando os filhos chegaram ´´a adolescência: Alguém Tem Alguma Idéia?

A experiência sempre nos da uma visão mais panorâmica de tudo. Por melhor professor que você seja, sua classe de escola dominical nem sempre será:

uma experiência de transformação de vida que se iguale ao melhor acampamento a que os alunos já foram;

• o substituto do seminário para seus alunos;

• a maior reunião de jovens da cidade;

• a hora predileta da turma;

• a sua hora favorita.

Sendo assim, a escola dominical tem de positivo o fato de que oferece um lugar onde se pode desenvolver um grande ministério. Ele poderá florescer bem mais em nossos dias, porque muitas pessoas buscam seu primeiro contato com a igreja (e com a fé crista) no domingo de manha. Se uma família resolve visitar a igreja, talvez seja em sua classe que os filhos ouvirão falar de Jesus pela primeira vez. Sua aula poderá ser uma "chamada" para que eles se interessem em conhecer melhor o senhor Jesus Cristo.
42 - OFEREÇA PONTO EXTRA
Provavelmente para alguns de seus alunos ir ´´a escola dominical exige um grande sacrifício. Contudo sem duvida você deve ter pelo menos alguns com um pouco mais de interesse pelas coisas espirituais.

Embora não devamos preparar a aula só para esses, e bom lembrar que Jesus dedicou a maior parte do seu tempo a indivíduos assim. E provável que não tenhamos tempo para passar três anos no deserto com esses alunos, mas podemos oferecer a esses mais motivados alguns "pontos extras". Isso poderá contribuir para que eles aprofundem o seu relacionamento com Jesus. Também ira cooperar para que eles cresçam mais depressa.

Comece organizando uma biblioteca de livros que possam ser emprestados. Procure saber se a igreja dispõe de alguma verba para ajudar (boa sorte). Visite uma livraria evangélica para fazer a compra dos livros e assim comece a sua biblioteca de classe. coloque bons livros, fitas, vídeos e CDs. Estabeleça um sistema de registro de saídas e entradas, e deixe os alunos aproveitarem. Alguns talvez nem se aproximem, mas outros aproveitarão. Uma boa maneira de despertar o interesse deles e leva-los junto quando for comprar os livros. Assim também poderá adquirir obras pelas quais eles tenham interesse.

43 - QUANTO MAIOR O NUMERO, MELHOR O TRABALHO



´´As vezes os alunos vão se cansar de você (difícil de acreditar, mas e verdade). E você vai se cansar deles (isso já não e tão difícil acreditar). Lecionar uma classe de escola dominical não precisa ser um vôo solitário. Quem foi que disse que você tem de fazer tudo sozinho? E muito mais fácil dar aulas em equipe. Alem disso, e mais divertido, e propicia aos alunos a oportunidade de conviver com pessoas de tipos variados servindo de modelos cristãos. Talvez você se surpreenda, mas encontrara outros adultos (e ate alunos!) dispostos a ajudar.

A procura do pessoal para formar a equipe poderá ser uma experiência divertida, positiva. Na ultima classe em que lecionei na escola dominical, pedi aos garotos que escrevessem numa ficha o nome de todos os adultos da nossa igreja de que gostavam e que respeitavam. recolhi as fichas e na semana seguinte mostrei-as ´´aqueles cujo nome aparecia com mais freqüência. Muitos deles ficavam contentes e se dispuseram a cooperar no aprendizado da turma. Sentiram-se felizes de saber que a meninada gostava deles, e eu gostei do auxilio que recebi.

A maioria das pessoas pode não querer dar aula, mas talvez se prontifique a colaborar. Recrute-as para dirigir o louvor, a abertura, a aplicação da lição, ou para lecionar uma vez por mês. Outra idéia e procurar gente que se disponha a assumir a direção por um, dois ou três domingos. Você tem um descanso da preparação das lições e seus alunos tem a oportunidade de ver uma cara nova.

44 - "TRANSPARÊNCIA" NÃO E RETROPROJETOR



Apos cinco anos de casados, aconteceu uma coisa maravilhosa: minha esposa ficou grávida. Ficamos felicíssimos! Telefonamos para os familiares, e depois tivemos o privilegio de dar a boa noticia aos alunos da nossa classe se escola dominical. Durante alguns dias houve só parabéns e a turma fazendo fila para o lucrativo cargo de baba. depois de duas semanas, no entanto, começou a haver problemas na gestação. O medico confirmou nossos temores. Minha esposa sofreu um aborto espontâneo.

Eu imaginara como ia ser difícil dar essa noticia ao nosso grupo. Fui para a reunião resolvido a bancar o cristão exemplar, louvando a Deus nas horas duras da vida, mas não consegui" Lá estava eu, de pe ´´a frente da classe, e só consegui dizer:

"Estamos muito tristes. Orem por nos!"

Os alunos foram admiráveis! Escreveram bilhetes, fizeram bolos e disseram que nos amavam. Eles nos animaram muito, ajudando-nos a atravessar aquela fase difícil. Também passaram a me procurar quando se sentiam magoados. Minha sinceridade mudou meu estilo de relacionamento e ministério com aqueles jovens!

Os adolescentes não estão procurando modelos perfeitos. O que procuram são adultos sinceros, que amem a Cristo e que venham a ama-los.

45 - VAMOS DAR-LHES TAREFAS DIFÍCEIS

Recentemente vi um adesivo de carro que dizia: "Contrate um adolescente enquanto ainda sabem tudo." Vamos encarar a verdade - alguns dos nossos alunos já estão na igreja ha mais tempo do que nos. Quer a aula seja em Levitico ou em Lucas, a reação deles e a mesma:

"Já ouvimos isso!"

A melhor solução pode estar numa frase que um professor meu do seminário gostava de repetir:

"A tarefa do professor e consolar os desconsolados e incomodar os acomodados."

O que precisamos fazer para que nossos alunos saiam da rotina, e deixem a indiferença do "já ouvi isso"? Precisamos empurra-los para a frente, temos de desafia-los. Nossos objetivos, quanto ao conteúdo, podem continuar sendo os mesmos, mas, se a movimentação variar, conseguiremos despertar uma classe inteira que se acha "acostumada" com a igreja.

podemos, por exemplo, convidar uma pessoa que vive nas ruas para vir ´´a classe falar sobre o tipo de vida que ela leva. Ou então levar os garotos a uma instituição beneficente para servirem ali um café reforçado durante o horário da classe (ou mais cedo).

Certa vez levei minha classe de escola dominical - alunos de 12 a 14 anos - a uma creche muito carente, no centro de São Francisco. Passaram o dia dando o duro, trabalhando de verdade (um milagre) e interagindo com pessoas crentes de origem bem diferente da sua. Aprenderam lições sobre compaixão e serviço cristão que uma aula tradicional faria todos dormirem.

46 - LIGUE O VÍDEO

quando Ross Perot foi candidato a presidência dos estados Unidos, ele usava recursos visuais em toas as suas propagandas, para exemplificar o que queria dizer e tornar os assuntos claros e compreensíveis. Se ele tivesse usado seus ouvidos com essa mesma eficiência, talvez tivesse ganho a eleição por uma boa margem de votos.

Estamos trabalhando com uma "geração vídeo". Os filmes, os vídeos e a TV são veículos que moldam valores da cultura jovem de hoje. O efeito da mídia sobre os índices de atenção e redenção das pessoas e extraordinário.

Não podemos deixar que só o inimigo use essas boas ferramentas. Vamos utilizar o vídeo para dar mais vida ´´as nossas aulas. Grave uns minutinhos das noticias, ou uma parte de algum programa popular, e faça com que os alunos discutam o assunto ali focalizado, relacionando-o com a Bíblia. Mostre um bom filme, todo ou uma parte dele. Exiba filmes que tenham muito o que ensinar sobre questões como amor cristão, fé, liberdade, compaixão, esperança.

Mostre bons vídeos evangélicos. Ultimamente tem sido produzidos muitos filmes, com excelente conteúdo; verdadeiras produções para entreter e ensinar.

Divirtam-se!
47 - JESUS AMA SUA CLASSE - POR SEU INTERMÉDIO

O ensino da escola dominical abrange muitas tarefas. Somos secretários na hora de marcar a presença, conselheiros, palestrantes, dirigentes de brincadeiras, iniciadores de debates, motoristas, diretores de ativi9dades, programadores e outras coisas mais. Em meio a tudo que fazemos, e fácil perder de vista o chamado principal: o de levar nossos alunos a ter um relacionamento pessoal com o Deus que os ama.

Brennan Manning conta o caso interessante de um menino que estava brincando de esconder com seu amigo. Quando chegou sua vez, se escondeu e ficou aguardando que o amigo fosse procura-lo. Esperou muito tempo, e nada. Finalmente saiu do esconderijo. Foi então que descobriu que o amigo tinha ido embora, sem procura-lo. O garotinho voltou para casa chorando. Encontrando o pai, desabafou:

"Ninguém foi me procurar!

Nos sabemos de um fato maravilhoso: Jesus esta procurando não só a nos, mas a nossos alunos também. A tarefa de que nos incumbe e, antes de tudo, ajuda-los a ouvir e atender ao chamado do Senhor.

Sei o que muitos de vocês devem estar dizendo:

"Não posso fazer isso. Não sou muito espiritual."

Ha pouco recebi uma carta de uma estudante universitária. Havia seis anos se tornara crista num acampamento onde eu fora preletor. A carta dizia o seguinte:

"Quero agradecer-lhe por ter estado naquele acampamento. O retiro mudou minha vida. Para mim foi muito importante o senhor ter pedido que eu enviasse meu retrato, com a promessa de coloca-lo no seu escritório. Não me lembro de nenhuma de suas palestras, mas nunca me esquecerei da experiência de sentir-me amada e apreciada."

Quando os alunos sentem que você os ama, compreendem melhor o amor de Deus por eles. E Deus os ama por seu intermédio, do jeito que você e.

48 - VOCÊ PODE SER CRIATIVO!




Ninguém pode ser criativo por encomenda. E mais ou menos como quando alguém chega para mim, e diz:

"Diga alguma coisa engraçada."

De repente, a parte de meu cérebro onde esta a seção de humor se fecha para reformas.

A criatividade, no entanto, e algo que podemos desenvolver e fortalecer, quase como fazemos com os músculos. E muitas vezes precisamos ter uma porção de idéias ruins para depois surgir uma boa. Certa vez um ex-aluno meu, que agora trabalha em propaganda, disse:

"A criatividade e noventa por cento suor e dez por cento inspiração."

Todos nos temos esses dez por cento. E só vasculhar aqueles cantinhos escuros de nossa mente que os descobriremos.

´´Aqueles que lutam para aumentar seu índice de criatividade, um conselho: comecem permitindo-se a si mesmos p^^or em pratica uma péssima idéia, que acabe em total fracasso. Façam isso porque, por pior que uma idéia seja, desistir e um erro ainda maior. Se a primeira idéia cair por terra, tente outra, e mais outra, ate que uma de certo.

Talvez você queira usar o plano TE: tomar emprestado, tomar emprestado, tomar emprestado. Quando ouvir falar de uma boa idéia, anote-a e tente pô-la em pratica. Eu me reúno regularmente com outros professores, e trocamos idéias sobre os assuntos a abordar no currículo, os jogos, formas de atividades, etc. Geralmente no final saímos com muitas idéias mesmo que nem tenhamos condições de implementar todas elas. Certa vez um bom e sábio "copiador de idéias" disse:

"A essência da criatividade e a capacidade de copiar."

49 - VOCÊ TAMBÉM PODE SER LEGAL

Leith Anderson começa seu admirável livro Dying For Change (Morrendo de vontade de mudar), narrando a historia de uma igreja que se encontrava em declínio e estava ´´a procura de um pastor novo, dinâmico:

"Uma comissão 'nota dez' fez tudo certinho e encontrou o dirigente perfeito. Ele era jovem, porem experimentado; serio, mas espirituoso; bom orador, mas sem intimidar ninguém; era espiritual, mas conhecedor do mundo e da vida. Se havia alguém que pudesse dar novo rumo ´´aquela igreja problemática, era ele.

"Quando o candidato a pastor falou ´´a igreja pela primeira vez, deu uma inspirativa descrição dos pontos que o qualificavam, de sua experiência, de sua visão e seus planos. Na ultima frase, ele resumiu sua emocionante apresentação:

"Com a ajuda de Deus', disse ele, 'pretendo levar esta igreja em frente, para que entre no século XIX!'

"Surpreso e constrangido pelo erro do candidato, o relator da comissão sussurrou-lhe um pouco alto:

"'Você quis dizer século XX?'

"E o candidato logo respondeu:

"'Vamos por etapas - um século de cada vez!'"

Nossa cultura muda rapidamente, e os adolescentes a acompanham. A atualização e essencial, porque aquele excelente programa de escola dominical do passado pode ser o fiasco amanha. E preciso não deixar que seu programa de escola dominical se torne uma exposição do "Parque dos Dinossauros".

O primeiro passo nesse sentido e ouvir os alunos. Converse com eles fora da classe. Quais são seus problemas? suas lutas? suas frustrações? suas vitórias? Então, na escola dominical, focalize aquilo que os preocupa.

Utilize recursos atualizados. A maioria dos alimentos e medicamentos, hoje, vem com data de validade. Os recursos usados na escola dominical deveriam vir com o seguinte aviso:

"Cuidado. Apos tal data o efeito poderá ser mínimo."

A maioria das editoras pode mandar amostras grátis de material para a escola dominical. Reúna uma boa mostragem e deixe que os alunos escolham as de sua preferência.

50 - QUANDO TUDO MAIS FALHAR, CONFIE EM DEUS



Quer lecionemos para uma classe de irrequietas crianças de 8 a 11 anos ou uma de adolescentes com as pilhas carregadas de hormônio, em geral será raro obtermos resultados visíveis. O professor que ficar na sala depois da aula esperando ouvir as crianças dizerem: "Muito obrigado por essa lição sobre Levitico. Mudou a minha vida", poderá acabar passando a noite na igreja. Se não tivermos cuidado, e possível acharmos que Deus não esta operando.

Meu primeiro contato real com a fé crista ocorreu numa classe de escola dominical, quando eu era adolescente. O professor era um policial (o que, para mim, parecia uma contradição). Para surpresa minha, constatei que ele era divertido, meigo, simpático, e falava em linguagem simples sobre como seu compromisso com Jesus afetava sua vida e suas relações com os outros.

Sai daquela classe ainda inseguro sobre o valor da fé crista, mas profundamente comovido e comprometido com a idéia de pensar melhor a respeito - embora na aula eu tivesse agido como se estivesse completamente desinteressado. Hoje, passados vinte anos, ainda não me esqueci da mensagem simples e clara daquele professor.

Pode parecer que os resultados demoram, mas lembre-se de que você não esta sozinho. Enquanto transmite a mensagem da Bíblia aos alunos, Deus esta operando, convencendo-os de que as palavras dele são reais, e conquistando-os para si. O engraçado e que acho que nunca falei com aquele professor sobre o impacto que ele causou em minha vida. Você poderá ter alunos assim. no momento, não dão sinais exteriores de vida, mas daqui a vinte anos... quem sabe?


















MANCHAS QUE O SABÃO NÃO LIMPA....






Falando sobre "Manchas que o Sabão não Limpam"!


Citação

"Manchas que o Sabão não Limpam"!
TITO- COMEÇA CONVERSANDO COM AS CRIANÇAS, LOGO SENTE SAUDADE DE ANINHA E CHAMA POR ELA !!!
TITO- ANINHA!!!!!!ANINHA!!!!!!

ANINHA- ENTRA CUSPINDO!!!!

TITO- O QUE ESTÁ ACONTECENDO ANINHA??

ANINHA - EU ESTAVA LAVANDO A MINHA BOCA COM SABÃO !!!!!!!

TITO- COM SABÃO??????? A BOCA SE LAVA COM CREME DENTAL, PASTA DE DENTE, NÃO É CRIANÇADA??????

ANINHA- É PORQUE A MINHA BOCA ESTA SUJA PORQUE EU FALEI MUITOS PALAVRÕES ESTA COM A BOCA SUJA

TITO- ANINHA QUANDO ALGUÉM FALA PALAVRAS FEIAS NÃO SAI DA BOCA, MAS SIM DO CORAÇÃO!!!!!

ANINHA- AAAAAAIIIIIIII!!!!!! E AGORA COMO VOU PASSAR SABÃO NO MEU CORAÇÃO?? COMO?? COMO???

TITO- CALMA, CALMA, ANINHA TEM ALGO QUE PODE LAVAR SEU CORAÇÃO PARA SUA BOCA NÃO FALAR MAIS PALAVRAS FEIAS! ALGUEM SABE O QUE É CRIANÇADA?????

ANINHA- O QUE? FALA? FALA? FALA LOGO!!!!!!

TITO- VOU FALAR A HISTÓRIA DE UMA HOMEM CHAMADO JESUS!!!!!!!

ANINHA- JESUS QUEM É ESTE HOMEM QUE PODE LAVAR O CORAÇÃO SEM PASSAR SABÃO ???????

TITO- JESUS É FILHO DE DEUS E ELE NUNCA PECOU MAS ELE MORREU EM UMA CRUZ DERRAMOU TODO O SEU SANGUE PARA NOS SALVAR. DEPOIS SUBIU AO CÉU , E O SEU SANGUE PODE LAVAR NOSSO CORAÇÃO E NOSSA MENTE E NOS LIMPAR TAMBÉM DE TODO O PECADO!!!!!

ANINHA- TITO COMO JESUS PODE ME OUVIR??????

TITO- É SÓ VOCÊ BAIXAR A SUA CABEÇA QUE EU E TODAS AS CRIANÇAS VAMOS PEDIR PARA ELE LIMPAR O SEU CORAÇÃO ...VAMOS CRIANÇAS (FAÇA UMA ORAÇÃO RÁPIDA)

ANINHA- PUXA QUE ALIVIO TITO, SERÁ QUE ESSAS CRIANÇAS TEM JESUS NO CORAÇÃO... PERGUNTA...PERGUNTA....PERGUNTA!!!!

TITO- VOCES TEM CRIANÇADA????? JESUS NO CORAÇÃO??????

TITO - É ISSO AÍ ENTÃO PRA PROVAR QUE TODO MUNDO DE PÉ E CANTANDO COM MUITA ALEGRIA PRA JESUS!!!!!!
(CANTE ALGUM CORINHO BEM CONHECIDO)

autor desconhecido

O SORVETE MISSIONÁRIO




O Sorvete Missionário

Tudo aconteceu de um momento para outro.Áurea, uma menina de cabelos ruivos e nariz cheios de sardas,assistia
em companhia de seus coleguinhas,a projeção de slides coloridas na casa de Dona.Helena.
A Sala estava meio escura,e os slides eram projetados numa tela grande,enquanto a missionaria is explicando o que
significa cada um deles.
As crianças viram os africanos,bem como,os macacos,elefantes.Viram uma aldeia de casas feitas de palha.Um dos
slides mostravam cena onde podia-se ver os africanos cultuando demonios.Viram tambem crianças correndo com medo
dos estrangeiros,escondendo-se dos missionarios que queriam falar-lhes do senhor jesus.
Á medida que os slides iam passando,Aurinha ia se sentindo que algo nela tambem ia se transformando.Não era a sua
aparência, disso ela tinha certeza;a transformação era bem dentro,no seu coração.
Áurea inquietou-se .Álguem teria me chamado o seu nome?Olhou em volta,mas todos continuavam com os rostos voltados
para a tela.A voz vinha de dentro do seu coração!Mas mesmo assim ,era real.
Áurea ,você Me pertence.Eu escolhi para ser minha mensageira,para contar aos outros como poderão ir para o Céu.Áurea sentiu seu coração batendo apressado.Daí em diante ,ela quase não ouviu mais a mensagem missionaria.Após ter cantado o corinho de despedida ,saiu correndo em companhia das outras crianças

Cartaz 2

De volta para a casa,Áurea percebeu que alguem caminhava a sua frente.
Podia notar muito bem as sandalias arrebentadas que faziam "pift,poft.pift,poft"na calçada.Via tambem grandes buracos nas meias.
A saia era roxa e estava suja a blusa,vermelha desboatada.Áurea sabia que a menina que seguia á sua frente era Lídia ;mas nem ligou para o fato.Ela se sentia emocionada,feliz demais
Alô Aurinha!
O coração de Áurea pulou de alegria .Conhceu a voz de jaime.
-Sabe,Jaime! -exclamou Aurea -Vou ser missionaria.
-É? -Jaime continuouandando,com as mãos no bolso
-Você não acha isso uma coisa marvilhosa?-perguntou Aurea,desapontada.
-È ...esta bom
Aurea parou,olhando o amiguinho.
-Você não parece muito entusiasmado.
-Bem -ele resmungou -Quando você vai começar?
Por acaso,ou não ,Jaime falou na direção á Avenida Boa Vista,onde Lídia caminhava agora,sozinha,como sempre.
Aurea ergueu a cabeça de maneira altiva.Ela não gostava de Lídia,que geralmente trajava-se de roupas velhas e quase sempre
estava com o pescoço sujo.Seu cabelo era mal cortado e parecia pegajoso,melado.Niguem em toda a escola queria fazer amizade com ela.
-Jesus deve amar Lídia tambem,você não acha?-observou Jaime.
Depois do jantar,naquela mesma noite,Aurinha não conseguia fazer seus deveres escolares .Ficou pensando nos ultimos
acontecimentos.Era verdade que Deus a havia chamado para ser Sua mensageira,e esta lhe fora bem clara.SERA QUE DEUS
ESTA QUERENDO QUE EU COMECE COM LÍDIA?Áurea jogou seus livros para o lado.

Cartaz 3

Puxou da gaveta um cofre onde guardava o seu dinheirinho e começou a tirar alguns cruzados.
-Para doces?-mamae perguntou .
-Sorvete Missionario!
Levando o dinheirinho,Aurea se dirigiu á casa de lídia,que ficava, em uma rua pobre;a casa estava quase desmontando.Foi Lídia
mesma quem atendeu a porta.
-Que quer?
-Aurea ficou meio sem jeito.
-Vim....isto é....você quer passear comigo?-guarguejou ela.-Querendo ser sua amiga.Tenho dinheiro para ..para sorvete.
As palavras saiam com dificuldades.Estendeu a mão ,umida pelo nervosismo,mostrando dinheiro.
Lídia fez um ar de indiferença,mas acompanhou Aurea ate o bar.O vendedor era um Italiano sorridente que,ao servi-las,enfiou a
concha no fundo da lata de sorvete de morango.Lidia ,ao receber seu sorvete agarrou com força ..


Cartaz 4

Vamos sentar Lidia sugeriu, e ambas sentaram á beira da calçada de Lidia.
Havia crianças brincando e gritando no meio da rua:Lidia não lhes prestava a mínina atençao.Chupou o
srvete ,mastigou a casquinha também e lambeu os deds,sem perder de vista o sorvete de Aurea.Esta,
adivinhando o seu desejo,estendeu a mão oferecendo -o.
Aceita?Estou satisfeita.
Lidia o aceitou e acabou com ele num instante.
Este deve ser o momento para eu começar a falar de Jesus.Aurea pensou.E foi com o cração aos
pulos que ela comçou a contar que Deus ama a todos.
Mentira!Lidia gritou..
Aurea a olhou de boca aberta.
Pode ser que Deus amo os outros disse Lidia,aborrecida,mas não a mim.Ja sei que ninguem me ama.
Voce esta querendo me salvar,como se fosse um pagão da africa.Foi por isso que pagou um sorvete pra mim.
Mas fique sabendo que eu não sou pagã.Ainda mais furiosa,acrescentou:É voce não prescisa mais enfiar a sua cara
saradenta nesta vizinhança.
Cara Sardenta!-Aurea ficou furiosa ao ouvir isso.Olhou ,desdenhosa,para o rosto sujo de Lidia.Sacudiu as tranças
para tras.levantou -se e foi embora.
Talvez houvesse lagrimas em seus olhos,pois não pdia enxergar bem o caminho e, por isso mesmo,acabou chocando-se
com alguem na esquina.Era dona Helena,a missionaria.

Cartaz 5

Aurea prescisava contar a alguem .Seus labios tremiam ,sua voz estava meio roca.Mesmo assim,contou a dna Helena
como Deus falara ao seu coração.Disse-lhe ainda sobre o sorvete missionario e sobre Lidia.Dna Helana apertou a mão de
Aurea enquanto caminhavam juntas pela rua.
Certa vez ,na africa,disse Dna Helena alguem pôs uma pedra suja em minha mão.Eu nunca poderia imaginar que aquilo
fosse um diamante,valendo milhoes de cruzados.So prescisava ser limpo e polido.Voce ja imaginou que lidia poderia ser
um diamante a Deus?
Lidia um diamante??Aurea riu um pouco,mas se sentiu consolada.Ela realmente ama a Jesus e imaginou como serise pudesse ganhar um "diamente"para Ele!
No dia seguinte,Aurea encontrou lidia na escola,tão mal vestida como sempre sozinha.
Aurea sorriu ao cumprimenta-la,mas lidia nem sequer olhou para ela
Foi nesse dia que as crianças da escola começaram a ensaiar o desfile.Quando o sino tocou ,todos sairam das salas de aula.Enquanto a banda se preparava,as crianças começaram a formar fila para marchar,de duas em duas.
O dia esta otimo para marchar! cochichou Sarinha,que fazia par com Aurea.
Inspeionando a fila, o diretor parou de repente ,em frente a alguem perguntando:
Quem vai marchar com você?
Era lidia ,que estava sozinha,fitava o chão.Suas mãos estavam tremulas.Em rapida olhadeira,Aurea notou que Aninha ainda estava
sem par.Era a unica ,alem de lidia,que ainda estava sem companhia,mas estava ali de cabeça erguida e dirigiu a lidia olhores de
pouco caso
-Aninha-Aurea sussurou,fazendo tambem um sinal para que ela tomasse seu lugar.Entao Aurea passou adiante e pos ao lado de lidia.


Cartaz 6

O sangue subiu ao rosto sujo de lidia.Aurea sorriu para ela,pegando-lhe a mão e apertando-a bem.
-Ei Aurinha-chamou o tio eduardo á noitinha-Alguem esta ai fora querendo falar com voce.
Aurea desceu correndo a escada aos pulos,correu pela sala e olhou pelo vidro da janela.Não conseguia
ver ninguem.Entao ,uma cabecinha apontou por cima do outro portão,mas logo sumiu.Aurea saiu correndo,mas quando
chegou ao portão ,Lidia tambem ja ia correndo rua acima.
Lidia espere!-gritou Aurinha.
Lidia parou.Voltou devagarinho
Grossas lagrimas caiam-lhes pelas faces.
-O que ha? perguntou Aurea-Não va embora
Lidia agitava seus pes indecisa.Seus dedos retorciam -se na saia roxa
Por que vc fez aquilo?-guraguejou ela
Aurea não perguntou o que a menina queria dizer;tinha entendido.
Por que gosto de você.
Lidia chutou uma pedrinha.
Você acha..acha..acha..que Deus me ama de verdade?
Ali mesmo,Aurea contou o quanto DEUS a amava,como Ele deu seu filho Jesus,para salva-la.
Explicou como Jesus morreu na cruz do calvario em seu lugar,para tomar castigo que ela
merecia,como pecadora.Depois de explicar tudo isso,Aurea perguntou:
Você quer abrir seu coração e convidar Jesus entrar para ser seu Salvador?
Sim ..foi a resposta de Lidia.
E,foi desta maneira que Aurea,com um sorvete missionario,ganhou um "diamante" para Jesus e
tornou-se verdadeira missionaria

O que é que Deus esta desejando de voce hje? Deus quer que você ame aos outras crianças,ricas e pobres,
limpas e sujinhas.
Talvez voce possa oferecer uma doce,um sorvete,ou mesmo aqueles sapatinhos que não lhe cabem mais.Porém,se não puder dar alguma coisa que custe dinheiro,mesmo bem pouquinho,ofereça um sorriso,dê a sua amizade.
Há muitas crianças tristes,sozinhas e necessitadas.Tente ainda falar de Cristo para elas,Pois elas também são"diamantes",
joias preciosas,por quem o Senhor Jesus morreu.E você será,como Aurinha,um missionario de verdade.!

TÉCNICA DE COMO CONTAR HISTÓRIAS...

Passe segurança! Não se desculpe ao começar, nem em palavras nem com uma expressão corporal encurvada. Conte em suas próprias palavras. Deixe a imaginação funcionar - isto é o que cria mágica e não malabarismos da memória. Se der branco, continue. Não faça caretas, chingue nem desculpe-se. Continue descrevendo detalhes de cores, locais.. isto estimula a imaginação e ajuda a memória. Ou então faça uma pausa, olhando todos nos olhos, como para levantar suspense (não olhe para o chão). Improvise!

Mantenha as histórias até 10 minutos de extensão. Ensaie e cronometre.

A introdução é crucial. "Você vai ganhar ou perder nos 3 primeiros minutos dependendo de como você começa".Você tem que criar sua "audiência no grupo de crianças, cada uma com seus próprios pensamentos e focos de atenção, antes que você possa começar a contar uma história para elas. Deve haver, na introdução, o indício de que coisas excitantes irão acontecer, incitando a curiosidade, unindo as crianças em antecipação. Não dê tudo na introdução. Sempre mantenha um certo nível de mistério, antecipação e surpresa durante toda a história.

Nós adultos tendemos a subestimar a capacidade das crianças de imaginar e fantasiar, e assim, muitas vezes fazemos muitos esforços para esplicar ou justificar o "cenário" ou explicar tudo com detalhes. Na verdade o que atrai as crianças é a possibilidade de entender os aspectos implausíveis da história depois; o que é ótimo, você tem a atenção delas e elas ficarão pensando no que você disse.

Para contar histórias você precisa de um pouco de habilidade em vendas, sinceridade (não tente fingir alegria, tristeza, etc.. seja verdadeiro!), entusiasmo verdadeiro (não ser barulhento ou articificial), animação (em gestos, voz, expressão facial) e mais importante, ser você mesmo.

Nós queremos que a mensagem chege clara e bem definida. Nosso objetivo é comunicar as verdades da Bíblia de uma maneira pessoal e com uma aplicação clara. Seja qual for a maneira que você conte a história, tenha certeza de ser objetivo! Não assuma que as crianças vão entender. Torne a história o mais real possível. Barret diz para não "contar a história de uma maneira cansada ou mal resumida. Pule dentro da narrativa, com a mesma intensidade que os fatos... escolha UM ponto e conte-o como se fosse a notícia mais interessante do mundo".
Mantenha simples e direto

Uma vez terminada a história, não fique divagando e corrigindo. Deixe os pensamentos das crianças presos no ponto da história, na mensagem central dela.

Quanto mais você praticar, melhores ficarão as suas técnicas. Teste diferentes métodos, seja criativo. Você sempre aprende de suas próprias experiências. Não seja extremamente tímido ou preocupado "com o que os outros irão dizer se..." Não tenha medo de ser um palhaço ou fazer papel de bobo para Cristo e para as crianças. Humildade, amor e oração são elementos importantes para contar histórias, juntamente com criatividade e inovação. As crianças pegam muito mais do que a história de você; elas percebem o seu entusiasmo pessoal com a mensagem. Elas precisam ver que você foi tocado pela Palavra. Prepare o seu coração enquanto prepara a história.

Tenha certeza de colocar algum drama, suspense na história. Deve haver uma situação que dirija ao climax e ao final da história. O conflito pode ser introduzido imediatamente ou aos poucos para aumentar o suspense e a intriga. Tente levar os ouvintes a se preocupar junto com os personagens e se envolver com o que acontece.

O professor deve estudar a lição muito bem. Você precisa saber muita coisa para poder ensinar um poquinho.

Crianças aprendem com seus sentidos. Elas adoram sentir, cheirar, tocar, escutar e ver. Descreva personagens e locais vividamente, ajudando-os a solidarizar-se com os personagens.
Numa audiência mista, tente colocar a história ao nível do mais novo.
Características de uma boa história: Tema único e bem definido / Enredo bem desenvolvido / Estilo: imagens vívidas, sons e ritmo agradáveis / Caracterização / Coerente com a fonte / Apelo dramático / Apropriado / adequado aos ouvinte

DIA DA FAMÍLIA



Olá! Todo mundo sabe da importância que nossos pais, irmãos, avós, tios, primos e outros parentes tem em nossas vidas. Juntos eles formam a nossa família, e hoje é o dia em que se comemora essa importante instituição!

8 de Dezembro

A família é o primeiro grupo a que pertencemos, é a primeira sociedade em que somos incluídos. É a partir dela que adotamos nossos padrões e que formamos nossa identidade. Apesar disso, os modelos de família mudaram bastante ao longo do tempo. Na Idade Média, as famílias eram extensas e as crianças de sete anos já eram tratadas como adultos: as meninas aprendiam os afazeres domésticos e os meninos, algum ofício profissional. A função da família era assegurar a transmissão da vida, dos bens e dos nomes, o que não implicava naturalmente em educação e envolvimento afetivo.

No Brasil, na época da colonização também não era diferente. A família era extensa e os casamentos eram arranjados conforme interesses. O papel de cada membro da família era diferente do que é hoje. O pai, antigamente, tinha três funções: cuidar de sua mulher, governar os criados e cuidar para que os filhos multipliquem os bens conseguidos.

Acredita-se que o cerne da família como conhecemos hoje, tenha nascido a partir do amor romântico cultivado na Europa no século XVIII. Com o fortalecimento da burguesia, a família foi distanciada da sociedade e os padrões de intimidade foram estabelecidos. Aos criados foram reservados cômodos separados e iniciou-se uma maior preocupação com a formação pessoal, moral e espiritual da criança. Uma nova afetividade passou a caracterizar a família moderna. Surge então a família nuclear burguesa.

Apesar de esse ainda ser o padrão atual, podemos perceber algumas mudanças. Nem sempre os homens sustentam a casa, a mulher não ser restringe mais às tarefas domésticas, que agora são partilhadas por muitos homens. Também é comum vermos crianças apenas com o pai ou com a mãe e isso deixou de ser um grande problema, como era visto no começo do século.

MAS VEJAMOS ESSE ASSUNTO PELA VISÃO BÍBLICA

- FAMÍLIA: PROJETO DE DEUS

“...e sois da Família de Deus” – Efésios 2.19



Esse é o tema anual em nossa Igreja. A sociedade conhece uma caricatura de família, onde não há compromisso de palavra, de votos, de respeito, de solidariedade, de companheirismo; a família tem se tornado um grupo de poucas pessoas que moram no mesmo lugar, sem diálogo, sem misericórdia, sem tempo em comum, onde predomina o individualismo - cada qual tem seus interêsses pessoais, seus prazeres, seus amigos. Enfim, são famílias sem amor e sem Deus! Esse não é o modelo divino. O Projeto de Deus está descrito na Bíblia Sagrada. Através dos Pequenos Comentários procuramos abordar, diariamente, alguns aspectos da Família, segundo o coração de Deus. Nas 2ªs. e 3ªs. feiras, destacamos as bênçãos divinas para a família; nas 4ªs. e 5ªs. feiras são levantados problemas que abalam a família; nas 6ªs. feiras são destacadas as promessas de Deus; nos sábados são apresentadas famílias da história bíblica, como exemplo para todos nós; finalmente nos domingos a abordagem é a Igreja como a Grande Família da Fé. Que Deus abençoe nossas famílias! Rev. Carlos Aranha Neto






  • FAMÍLIA: OBRA DE DEUS


– Deus Inicia a Família: Cria o Homem – Gênesis 2.4-7

Iniciamos hoje uma abençoadora e desafiante caminhada através dos conceitos eternos da Sagrada Escritura, sobre a “Igreja de Cristo e a Família Cristã”. Doze sub-temas serão estudados durante 365 dias. Cada comentador, o fará buscando em oração a orientação do Espírito Santo, a fim de que, a exposição proposta, seja enriquecedora e prática àquele que em atitude devocional, busca diariamente alimento para sua alma. A criação do homem se deu de modo assombrosamente maravilhoso (Salmo 139:14). Deus o criou à Sua própria imagem e semelhança, concedendo-lhe atributos especiais, como a nenhuma outra criatura (Gênesis 1:26-28). A capacidade de amar a Deus, em resposta ao amor de Deus, através da livre vontade, bem como o domínio sobre as demais criaturas, eram atributos especiais ainda no Éden. Mesmo depois da queda, amar e dominar continuam a fazer parte da natureza humana. Em absoluto equilíbrio, Deus exigi que o homem ame sua esposa, sua família e sua Igreja. Você, esposa, tem agradecido a Deus por ter-lhe dado seu marido? Prepare um cartão para ele nesta semana, diga-lhe o que você aprecia nele e o quanto é importante para você. Em Jesus Cristo, a condição para amar, nos é restituída (Romanos 5:5). MTT (Rev. Marcos Tadeu Torres)



– Bênção do Amor Eterno de Deus à Família – Jeremias 31.3

João nos ensina que Deus é amor (I João 4.8). Por isso o amor de Deus se espalha por sobre toda sua criação, que abrange tanto a criação da natureza quanto à criação do homem e da mulher. Ao considerar esta obra magnífica, única e exclusiva, Deus achou tudo muito bom (Gênesis 1.31). Assim o amor e a bondade de Deus estão presentes na criação da família. Neste sentido, ao criar homem e mulher, Deus determinou que fôssemos fecundos e nos multiplicássemos (Gênesis 1.28), isto é, nos constituíssemos em família. Após a queda, quando nos elegeu, e nos redimiu e nos constituiu família de Deus adotados em Cristo, o fez em amor (Efésios 1.4-6). Esse amor e essa benignidade são eternos (Jeremias 31.3) e são bênçãos de Deus derramada sobre a família. HLM (Rev. Hugo de Lima e Moura)



– Bênção do Plano Divino para Vida – Gênesis 2.16-20

A família foi designada por Deus como “unidade básica da sociedade, a célula mãe”. Deus é o arquiteto da família e ela é o Seu plano para essa vida. No texto sugerido Deus determina sua formação, organização e funcionamento. Ao instituir a família nosso Pai Celeste teve o propósito de estabelecer um ambiente em que as pessoas pudessem se desenvolver, crescer e amadurecer de modo íntegro e saudável, tendo Deus como ponto central. Cada ser humano tem necessidades que só a família pode preencher. Ela é a força para nossa vida. É no ambiente familiar que se desenvolve características e habilidades como identidade equilibrada, responsabilidade, maturidade física e intelectual, e crescimento espiritual. Família: bênção de Deus para o crescimento e desenvolvimento do homem. CHL (Cíntia Helena Lima)



– Falta de Sobriedade – I Pedro 5.8-11

A prevalência da sobriedade no cultivo da personalidade cristã, não deve surgir eventualmente, mas deve ser constante. A oscilação entre o ser e o não ser, às vezes, emperra nessa última cláusula (o não ser) e a negatividade prevalece, embaraçando tudo, no princípio, no meio e no fim. Os danos conseqüentes se abatem sobre nós. As indagações irrompem em todos os nossos sentimentos e a nossa consciência pergunta com voz angustiada: “Onde foi que eu errei?” Para alguns, a vigilância constante tira dos seus sentimentos o prazer de flutuar, ou seja, de não se preocupar demasiadamente com nada. Vale mais a pena correr o risco de ser abatido sobre o pântano das decepções, submergindo-se no barro totalmente, do que ficar atento o tempo todo. A pergunta que remanesce é: “Quando é que vamos aprender a viver cercados das circunstâncias comuns a este mundo de pecados?” AOB (Rev. Amílcar Ovídio Borba)



– Falta de Visão do Mandato Social – Gênesis 2.21-24

Mandato social é a ordem, dada por Deus, de constituição da primeira família e de perpetuação desse vínculo como aliança, ou seja, compromisso com Deus e compromisso dos membros da família entre si. Esse compromisso é o de fidelidade e o da promoção do bem comum pela família em seu próprio favor. A falta de entendimento de que a família é obra e vontade de Deus tem resultados desastrosos. Os valores do presente século são de materialismo e individualismo. Esses valores invadem a família, ocasionando relacionamentos calcados em egocentrismo que substitui os laços de amor, fidelidade e comunhão. O que ocorre é a predominância de interesses próprios, em lugar dos interesses que promovem a edificação da família em amor a Deus e ao seu mais próximo. O resultado é isolamento, carência afetiva. A lei áurea, do amor a Deus e ao próximo, tem de ser praticada, em primeiro lugar, dentro de casa (Mc 12.28-34). RLM

(Roseli Lima e Moura)



– Promessa de Paternidade – Gênesis 17.4-8,20

A palavra de Deus tem uma força tão grande que quando ela é pronunciada tem peso de uma promessa soleníssima. Nesse sentido, quando Deus disse a Abraão “Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações”, tal palavra de Deus foi cumprida integralmente em Jesus Cristo. Todos aqueles que compartilham da mesma fé abraâmica são herdeiros dessa promessa de Deus a Abraão. Deus, ao prometer a Abraão uma posteridade numerosa, como as estrelas do céu ou como o pó da terra, já afigurava claro, desde o livro de Gênesis, que Abraão seria o patriarca espiritual de todos os crentes, judeus ou gentios igualmente. Creiamos, pois, no Deus que nos vivificou quando estávamos mortos em nossos delitos e pecados e nos chamou para a vida eterna em Cristo Jesus, por meio de quem obtivemos igualmente acesso pela fé. Gloria a Deus por sua tão grandiosa promessa de paternidade! HAC (Presb. Humberto Arantes de Carvalho)



– E a Temperança? – Gênesis 9.20-27

Esta história de Noé mostra como a natureza humana é pecaminosa. Depois de uma experiência tão gloriosa com Deus, Noé erra dessa maneira! Expor o corpo é desmoralizar-se. É incompatível com uma vida na presença de Deus. A Bíblia alerta: Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia (I Coríntios 10.12). A sobriedade precisa ser vigiada, cultivada. A conseqüência do pecado é desastrosa! O pecado de Noé deu ocasião para seu filho caçula pecar, e resultou na maldição. Paulo fala desse pecado que habita em nosso corpo, mas que em Cristo temos vitória (Romanos 7.17-25). Certo homem, toda tarde ao sair do emprego, ia para o bar. Todos os dias chegava bêbado em sua casa, onde a família vivia na miséria, com medo e ódio. Um dia, passando diante de uma Igreja, ouviu um hino. Atraído pela música entrou. Conheceu Jesus e O recebeu em seu coração. Chegou em casa disse para sua esposa e filhos: “Hoje conheci Jesus, agora sou um novo homem”. Ninguém acreditou porque ele estava bêbado. Mas, nunca mais bebeu. Levou sua família para a Igreja. Depois de uma ano, um colega de trabalho vendo que ele se tornara um estudioso da Bíblia, perguntou: “Você acredita que Jesus transformou a água em vinho?”. Ele respondeu: “Jesus transformou a bebida em bens materiais e espirituais para mim e minha família. Como não haveria de crer?” A nossa vitória vem do Senhor Jesus. HM (Miss.Heloísa Martoni)



– Deus Forma a Família: Cria a Mulher – Gênesis 2.18-22

Não é bom que o homem esteja só, esta é a primeira vez que aparece o advérbio “Não” na Bíblia. Deus é quem fala em relação ao homem que havia criado: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Que sábia decisão de Deus! Não é bom mesmo. Exceto àqueles para quem o celibato é um dom especial de Deus, nunca é bom que o homem esteja só. A auxiliadora preparada por Deus, não significa “um capacho eficiente” como alguns interpretam. “A palavra auxiliadora implica a inadequação do homem, não a inferioridade da mulher, mesmo porque essa palavra é usada geralmente para Deus”. (BG). A Mulher casada, é uma complementação ao marido e não uma competidora ou uma ameaça. Marido, você tem agradecido a Deus por ter-lhe dado sua esposa? Que tal dar-lhe um cartão, nesta semana, ressaltando suas qualidades e importância para sua vida? MTT (Rev. Marcos Tadeu Torres)



– Bênção da Alegria pela Presença do Senhor – Salmo 16.9-11

A alegria é fruto do Espírito (Gálatas 5.22) e imperativo da vida cristã (Filipenses 4.4). Essa alegria não decorre de fatores externos tais como o conforto material dado pela aquisição de bens e serviços. Também não depende de fatores internos, ocasionados da vivência de emoções agradáveis. Mas vem unicamente de Deus, cuja alegria é nossa força (Neemias 8.10) e que nos ungiu com “Óleo de Alegria” (Salmo 45.7). Assim, a alegria do crente e da família cristã flui da presença do Senhor onde este fruto espiritual é pleno, e onde as delícias são perpétuas (Salmo 16.11). Dessa forma , o fato de nos congregar em família de sangue e da fé, diante de nosso Senhor e Salvador deve, por si só, ser motivo bastante para nos alegrar nEle. HLM



– Bênção do Amor – Cantares 8.7 e Gênesis 29.20

“A casa da família é o viveiro do amor... a família é o meio pelo qual podemos entender o relacionamento que nós temos com Deus” (Abraham Kuyper). Ora, se Deus instituiu a família e Deus é amor, a família é formada, regida, perpetuada pelo amor. O amor, fruto do Espírito, dom de Deus, exercido entre marido e mulher, pais e filhos, avós e netos, enfim, por todos aqueles que pertencem à família de Deus. Sem amor, o relacionamento familiar não sobrevive. Sem amor não existe tolerância, respeito, solidariedade, fraternidade, enfim, sem a benção do amor, todos os relacionamentos seriam efêmeros e superficiais. A família instituída por Deus para o Seu povo é uma família de amor, amor vivo, que só poderá ser exercido por nós, humanos, se estivermos em constante comunhão com Deus. Ele nos abençoou com Seu amor e nos deu a capacidade de amar, para que a exerçamos dentro da família humana e da família de Deus, a Igreja. CHL



– Imaturidade Traz Conseqüências – II Pedro 3.18

O conhecimento de Deus significa para o homem e para a mulher a reconstrução de uma personalidade bem proporcionada, em todas as suas partes constituintes. O caráter cristão se reconstitui dia-a-dia na identificação consciente, voluntária e consagrada do crente com o seu modelo supremo: a personalidade humana do Senhor Jesus Cristo. Com a assistência ininterrupta do Mestre e Modelador infalível, o Espírito Santo, a personalidade do crente é refeita, reformada e recriada. O progresso dessa evolução terá maior ou menor intensidade, conforme o grau de consagração consciente com que o crente se dedicar. Quando a vida cristã de alguém apresenta-se contrária a essa regra, os desenganos se sucedem numa triste e frustrante decepção. A esposa e o esposo devem relacionar-se na constante consciência de que são servos de Cristo no serviço recíproco de um ao outro. AOB



– Falta de Mansidão na Relação Familiar – Tiago 3.13-18

No texto de hoje vemos que mansidão é fruto de sabedoria. O espírito manso propicia o crescimento da justiça do Senhor, fortalecendo nosso caráter cristão (Sofonias 2.3). O espírito manso não é corruptível, porque mansidão resulta de submissão a Deus (I Pedro 3.4). Onde falta submissão, sobra rebeldia, impulsividade descontrolada e desequilíbrio. É terreno fértil para inveja amargurada e sentimento faccioso (v.14). A falta de mansidão provoca corrupção nas relações familiares, pois na família onde não há submissão a Deus, não há princípio de autoridade, equilíbrio e sabedoria no trato das relações pais e filhos e entre os cônjuges. Se mansidão de sabedoria se exterioriza em condigno proceder, e se o princípio da sabedoria é o temor do Senhor, então a salvação das relações familiares é o temor do Senhor (Salmo 111.10 e I Timóteo 6.11). RLM



– Promessa de Maternidade – Gênesis 18.14 e Juízes 13.3

“Acaso para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?." A palavra de Deus nos conta que apesar de seu ceticismo inicial Sara também veio a crer na promessa Divina. Agindo assim, ela se juntou a seu marido na fé. No texto indicado de Juízes, o pai de Sansão recebeu a visita do Anjo do Senhor que também lhe fez uma promessa de que sua esposa estéril lhe daria um filho. As promessas feitas no passado por Deus, ao povo de Israel, mui especialmente aos seus patriarcas, foram integralmente cumpridas. Ele permanece fiel em todas as Suas promessas. Hoje, nós os crentes em Jesus, somos levados à dignidade de filhos de Deus e, nessa qualidade, temos a promessa de que um dia receberemos a nossa herança, que é habitar no reino de Deus como vemos em Tiago 2.5: "Ouvi meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que Ele prometeu aos que o amam?." HAC



– Conhece o Caminho – II Reis 4.8-37

A sunamita vivia contente com o que tinha (v.13). Deus encheu sua vida de mais alegria e amor, dando-lhe um filho (vs.14-19). De repente o menino fica doente e morre no seu colo! Ela não entendeu (v.28), mas também não gastou tempo com gritos de dor ou buscando compaixão alheia. O pai não mostrou preocupação com o filho! Mas a mãe sabia a quem recorrer. Ela conhecia o caminho (v.25). Não se contentou com o ajudante, tinha que ser o homem de Deus (v.30). Eliseu era um homem de Deus (v.27). Jesus é o Homem Deus, Ele é o caminho que temos de seguir, é sobre Ele que lançamos todas as nossas ansiedades. Os filhos podem trazer problemas, às vezes problemas que causam grande dor! Mas temos Jesus que compreende a nossa dor e nos consola, conforta, socorre; e muitas vezes através de Seu servo, o homem de Deus, o nosso pastor. Louvado seja Deus! HM



– Deus Organiza a Família Unindo o Casal – Gênesis 1.26-28

"Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus os criou; homem e mulher os criou." Como casal, o homem e a mulher refletem a imagem de Deus. São como espelhos da imagem invisível de Deus. Ele fez dos cônjuges um espelho da unidade em diversidade como existe na Santa Trindade (David Merkh). Que plano maravilhoso! Um homem e uma mulher: aqui está o início de um lar, de uma família. Nada pode substituir ou complementar o plano original de Deus. As incompatibilidades que possuímos e que nos tornam diferentes, são exatamente as que nos atraem. Não suportaríamos viver com alguém que fosse compatível conosco. Será muito bom, os casais se lembrarem, hoje, porque iniciaram juntos esta caminhada a dois e agradecerem a Deus um pela vida do outro. MTT



– Bênção do Amor Conjugal – Efésios 5:25-28

Sabemos que Deus nos criou para que fôssemos fecundos, nos multiplicássemos e povoássemos a terra (Gênesis 1:28). Para tanto ordenou que deixássemos nossas famílias de origem, a casa de nossos pais. E então, já feitos homem e mulher, nos uníssemos em união conjugal, tornando-nos uma só carne (Gênesis 2:24). É só deste modo, que implica heterossexualidade e fidelidade, que Deus faz transbordar suas bênçãos sobre o amor conjugal. Assim a união que Deus abençoa exige o intercurso de pessoas de sexos opostos numa “Aliança” de profundos compromissos de lealdade, probidade, honradez, constância. E mais, essas exigências divinas devem sobrepujar tempo e circunstâncias, pois os casais devem se amar como Cristo ama Sua Igreja (v.25). HLM



– Bênção de Usufruir do Lar da Graça – Gênesis 2:8-15

Deus deu ao homem a benção de usufruir de Seu lar. No início, Deus criou todas as condições para que o homem cultivasse e guardasse seu lar. Adão e Eva, ao desobedecerem a Deus, abriram mão desse maravilhoso lugar. Mas Deus, em sua imensurável misericórdia, enviou Seu Filho para nos redimir dos pecados e para nos devolver a possibilidade de usufruir de Sua Graça. A maravilhosa graça de Deus, que nos torna membros de Sua família é que nos permitirá estar com Ele no Lar Celestial. Somos família de Deus, e por isso, usufruímos da benção da Graça em nossa família humana e cristã. CHL





– Ciúme, Destruição do Amor – I Coríntios 13:4-7

O padrão de personalidade humana apresentado por Cristo é perfeito, irrepreensível e insuperável. Ele é o nosso Espelho onde contemplamos a nossa própria personalidade. O crente que não traz consigo o ideal constante de se identificar com Ele, não compreendeu ainda a realidade em que se constitui a verdadeira vida cristã. Nós que somos crentes em Cristo, O seguimos como o nosso Caminho, n’Ele cremos como a nossa Verdade, em nós Ele vive como a nossa Vida, e, por isso temos tudo que é necessário para viver uma vida cristã de tão bom padrão. O lar é o local tão apropriado para vivermos em comunhão com Deus quanto a Igreja. Que maravilha será sempre o lar, quando a esposa testemunha a autenticidade do marido como crente fiel e o esposo testemunha o bom nível de vida cristã que sua esposa está vivendo. Que insuportável vergonha é o predomínio das obras da carne no lar crente: porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões e facções no lar cristão! (Gálatas 5:19-21). AOB



– Falta de Domínio Próprio na Relação Familiar – II Pedro 1:5-9

Domínio próprio é disciplina, método para fazer as coisas, observância de preceitos, obediência à autoridade; é temperança, capacidade de controlar impulsos e desejos ruins; é sobriedade, moderação e naturalidade no viver. Domínio próprio está relacionado a mansidão, pois é da submissão a Deus que resulta o equilíbrio, a força interior, o controle de impulsos desordenados. Mas, onde não há submissão ao padrão Divino de vida e de relações familiares, há submissão ao padrão “do presente século”, com todas as mazelas que daí podem advir. A falta de domínio próprio nas relações familiares deixa a família sem defesa contra a corrosão destrutiva do domínio de paixões, pensamentos e ações contrários à lei de Deus. Essa é a lei da perfeita liberdade, que promove qualidade de ser e de viver (Provérbios 25:28; João 8:32 e Tiago 1:25), tanto individualmente como em grupo familiar e grupo social em geral. RLM


– Promessa da Companhia de Deus – Gênesis 28:13-15

“Perto dele estava o Senhor”. Existe sensação mais agradável do que saber que o Senhor está perto de nós? Certamente que não. Jacó foi beneficiário direto da promessa de Deus. Na antiga aliança os gentios estavam excluídos da promessa de Deus. No entanto, na nova aliança, Cristo garante a promessa a todos quantos professam a mesma fé. Tornamo-nos herdeiros da promessa e da companhia de Deus. Herdeiros da promessade que sempre teremos a companhia Divina conosco, suprindo as nossas deficiências, as nossas dificuldades, as nossas faltas. Em Atos 1:8 Cristo nos garantiu que deixaria conosco outro Consolador, que é o Espírito Santo. Como herdeiros da promessa Divina, santifiquemos nossas vidas. HAC



– Sábia Decisão – I Samuel 25:2-38

Davi servia de escudo a Nabal, pois defendia o lugar, evitando que entrassem ladrões e salteadores (vs.15-16). Nabal significa “insensato”, e ele fazia jus ao nome. Era insensato e perverso, embora fosse descendente de Calebe (v.3). Nabal era muito rico, socorrer a Davi não pesaria em seu orçamento e ainda receberia recompensa de Deus (Mateus 10:42). Mas a dureza do seu coração o tornou insensível. O castigo que Davi queria dar-lhe era justo, do ponto de vista humano. Mas Deus diz em Sua Palavra que a vingança pertence ao Senhor (Romanos 12:19). Abigail significa “pai de júbilo”, notável pelo seu bom senso e beleza excepcional! Revelou todo o seu bom senso, tomando a sábia decisão de corrigir a ofensa feita. Ela foi mais sábia que Davi, que pensou tomar a justiça em suas mãos. Semeou a paz, protegeu o insensato do seu marido e ainda livrou Davi de um crime de sangue. Busquemos a sabedoria que vem de Deus e procuremos semear a paz ao nosso redor, evitando desentendimentos e angústias. HM


- Filhos, Continuidade da Família - Genesis 15. 1-6

A expectativa de Abraão e Sara por um filho era intensa, pois nele repousava a esperança de serem pais de uma grande nação e bênção para as demais famílias da terra, como havia prometido o Senhor Deus. Quantas orações feitas antes da chegada de Isaque, quantos temores haviam em seus corações: eram idosos, mudanças constantes de lugar para lugar, inimigos bem perto, que seria do menino? Deus cumpriu sua promessa e relação a Isaque e não falhará em relação aos nosso filhos. Quais são os teus temores em relação aos teus filhos hoje? Estudos, profissão, amizades, namoro, casamento, vida espiritual? Saia para fora dos teus temores, como Deus aconselhou a Abraão, mesmo que você não esteja vendo nada ainda, saia e olhe para cima e conte as bênçãos que o Senhor já tem concedido a você e creia que tua posteridade continuará fazendo parte da Aliança do Deus Eterno. Vocês, filhos, dêem um forte abraço e uma palavra de encorajamento aos seus pais, ainda hoje, agradecidos, diga-lhes que eles têm feito um bom trabalho em suas vidas. MTT



– Bênção do Propósito dA Bondade de Deus – II Tessalonicenses 1:11-12

O nosso Deus é um Deus de bondade. Por isso, mesmo diante da nossa soberba e desobediência, quando faz brandir sobre nós a Sua ira, Ele a retarda porque é tardio em irar-se (Naum 1:3). Assim, grande é a Sua bondade para os que O temem, O buscam, e Nele se refugiam (Salmo 31:19) Então, o Senhor nos pastoreia com bondade e misericórdia (Salmo 23:6). Sua santa grei habita na Sua bondade (Salmo 68:7-10), e nesta habitação seu povo recebe também perdão e clemência (Neemias 9:17). Por isso, o apóstolo Paulo ao orar pela família da fé, que se reunia na igreja de Tessalônica, o faz primeiro agradecido, e depois suplicando ao nosso Senhor que cumpra em nós todo propósito de bondade, para que na família seja glorificado o nome de Jesus (II Tes.1:11-12).



– Bênção do Nascimento dos Filhos – Gênesis 21:6; Salmo 127:4-5

O salmo 127 relata o privilégio das famílias em terem filhos. Filhos são bênçãos de Deus ! Em toda a Bíblia podemos ver textos que tratam das crianças, dos filhos. No Novo Testamento, Jesus diz que é das crianças o Reino dos Céus. As crianças são portadoras da imagem de Deus e Ele tem um propósito muito específico para os filhos, a saber, a continuidade da obra do reino de acordo com Sua vontade e Seu plano. Os filhos são dados como herança aos pais. Eles são instrumentos de Deus para dar continuidade ao Seu trabalho. Se aceitarmos o que as Escrituras dizem a respeito dos filhos, é preciso aceitar que os filhos são presentes de Deus. “Presentes são dados não por merecimento, mas de acordo com a prazerosa soberania de Deus” (Harriet e Gerard van Groningen). Deus confia ao homem aqueles que irão representá-lo em sua imagem, portanto, Deus confia em nós, pois nos dá seu bem mais precioso, as crianças. CHL



– Críticas Injustas e Insensíveis – Romanos 13:13-14

O crente sincero não deveria admitir pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos contraditórios com a Bíblia e com a personalidade de Cristo, persistindo no seu coração. O apóstolo Paulo declarou: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (I Coríntios 9:27). O coração sincero do crente, com a presença de Deus presidindo, deve ser pleno de compaixão pelo seu irmão em Cristo. É preciso que o crente responda, com absoluta verdade, as questões fundamentalmente vitais: “Eu realmente nasci de novo? A vida cristã é para mim prioridade máxima? O Espírito Santo predomina sobre o meu coração? Na verdade Cristo vive em mim? É Cristo quem está assentado no trono do meu coração?”. Dentre os mais belos adereços do caráter cristão, a misericórdia sobressai predominantemente. Como poderia, pois, o crente menosprezar o seu irmão em Cristo? AOB



– Falta de Visão da Família Pactual – Gênesis 12:1-3

Família pactual é a família do pacto da graça de Deus. Nós cremos nesse pacto e nosso comportamento em família deve ser compatível com essa fé: o que fazemos, por que fazemos e como fazemos. A família existe dentro da esfera do pacto. Por isso, as características do pacto aplicam-se também à família, como instituição divina. Desde o princípio Deus operou por meio de famílias. Ele estabeleceu o casamento e ordenou que Adão e Eva fossem férteis e se multiplicassem (Gênesis 1.28). Quando Deus se revelou a Abrão, estendeu sua promessa à descendência de Abrão (Gênesis 13:14-16). Quando mudou o nome de Abrão para Abraão, Deus esclareceu que o pacto é familiar (Gênesis 17:3-7). A falta de visão da família pactual é obstáculo à percepção da presença de Deus com a família, da ação de Deus em favor da família, da adoração a Deus pela família e da unidade da família em Deus (CEP – Revista Palavra Viva – Lição 1). RLM



– Promessa de Posteridade Bendita – Gênesis 22:18

A dimensão espiritual da promessa de Deus é muito grande. Ela se aplica a todos os descendentes espirituais de Abraão. O autor da carta aos Gálatas 3:16 diz textualmente: Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao descendente que é Cristo. Nesse sentido, a lei não se opõe às promessas, mas as pressupõe. As exigências da lei mostram a impossibilidade de obtermos nossa salvação por merecimento e nos remete à fé em Cristo Jesus como povo de Deus que somos. Só n’Ele podemos ter certeza da promessa de posteridade bendita. HAC



– Deus Atende a Oração – Gênesis 25:19-26

Isaque, que significa alegria, era o filho da promessa, herdeiro da Aliança de Deus com Abraão. Casou-se com Rebeca, linda jovem a quem amou a primeira vista (Gênesis 24:67). Vinte anos se passaram e o filho não veio. Como Abraão, Isaque teve a sua fé provada. Rebeca foi a esposa escolhida por Deus para Isaque, mas era estéril (v.21). Isaque casou-se com 40 anos (v.20) e já estava com quase 60 (v.26). Isaque não se desesperou. Ele conhecia o Deus Vivo e Verdadeiro, o Todo Poderoso, o Deus de Abraão, e aprendera a confiar Nele. Então orou ao Senhor e o Senhor lhe ouviu as orações (v.21). Havia a promessa divina de ser pai de muitas nações. Diz a Bíblia: pela fé, igualmente Isaque (Hebreus 11:20), a mesma fé que havia em seu pai Abraão. Há uma grande e importante lição para a nossa vida neste fato: temos de viver por fé. A fé é a base da nossa vida. Todas as promessas do Senhor para nós, estão registradas em Sua Palavra, temos de crer que elas se realizarão em nossas vidas, oramos para tomar posse dessas promessas. A essência da fé é a certeza daquilo que Deus falou. HM



– Deus Abençoa a Família – Gênesis 12:1-3

As histórias das primeiras famílias na Bíblia foram marcadas por contrastantes altos e baixos. Momentos de grande alegria foram seguidos por outros de imensa tristeza. O pecado na raça humana deixou marcas profundas nos primeiros lares. Após a queda, Deus pronunciou o seu juízo sobre a terra, a serpente, Adão e Eva. Deus prometeu em Gênesis 3:15 que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Que decepção! Caim e Abel - um morto pelo próprio irmão e o outro assassino, exilado. Então nasce outro filho Sete, e quando do nascimento do filho deste, Enos, começaram a buscar ao Senhor (Gênesis 4:25-26). Abraão e Sara geraram um filho, mas também este não seria a solução para a desgraça que o pecado havia instaurado na terra. Deus estava anunciando a vinda de seu próprio Filho Jesus Cristo, a semente da mulher, em Quem todas as famílias que O seguem são abençoadas. Ore pelos seus familiares que ainda não desfrutam das bênçãos especiais de Deus. MTT



– Bênção da Paz em Nosso Lar – Isaías 32:17-19

A vinda do Messias, a encarnação do Verbo, significou o estabelecimento do Reino do Príncipe da Paz (Isaías 9:6-7). Paz com Deus por meio de Jesus Cristo (Romanos 5:1). Reconciliação com Deus de cujo ministério fomos constituídos embaixadores (II Coríntios 5:18-19). Por isso, já não somos mais estrangeiros nem peregrinos; exilados do amor de Deus, mas cidadãos do seu Reino que aqui é a Família da Fé (Efésios 2:19). Assim na família cristã, núcleo desse Reino, deve imperar alegria no Espírito, justiça e paz (Romanos 14:17). Nesse sentido, nossos lares e nossas Igrejas devem ser moradas/embaixadas de paz e segurança, lugares de repouso, quietos e tranqüilos, ainda que a cidade ao derredor esteja mergulhada no tumulto, na imoralidade e na violência (Isaías 32:17-19). HLM



– Bênção da Aliança entre Deus e a Família – Gênesis 17:3, 5-7

Deus iniciou de forma soberana para com os homens uma aliança. O termo aliança é utilizado para simbolizar vínculo. Utiliza-se este símbolo no casamento. Assim, Deus estabeleceu um casamento com o seu povo. Podemos ler sobre este tema em Ezequiel 16:8-16, Jeremias 3:14; 31-32. Essa aliança foi selada pelo Filho e é vivificada pelo Espírito. Esse vínculo é um vínculo de amor, de vida e no caso de Deus para com os homens, é indestrutível. Deus estabelece uma aliança com Abraão e sua descendência (v.7). Quando Deus estabelece a aliança entre Ele e o seu povo, Ele usa esse relacionamento para levar adiante Sua vontade, o Seu plano, o Seu propósito na criação. Esse relacionamento é de vida de amor, de amor vivo, de forma que Ele pode administrar tudo o que criou e mostrar o que Ele pretende fazer conosco e em favor de nós. Somos família de Deus e, portanto, temos aliança com Ele. Resta-nos louvá-Lo por este privilégio e por todo amor que Ele nos tem dedicado.